Relação entre três executados e furto a paiol em Pirassununga é investigada

Munição foi encontrada por volta da meia-noite desta segunda, 02, em Porto Ferreira, após uma megaoperação que fechou a cidade durante dois dias

Ricardo Brandt, Especial para O Estado de S.Paulo

03 Julho 2012 | 15h49

PIRASSUNUNGA - O serviço de inteligência do Exército e a Polícia Civil estão investigando a relação de três pessoas que foram executadas na noite de domingo,1, em Porto Ferreira, interior de São Paulo, com o furto de mais de 3 mil cartuchos de diversos calibres do paiol do quartel do 13º Regimento da Cavalaria Mecanizada, em Pirassununga, SP.

A munição foi levada na madrugada de domingo e encontrada por volta da meia-noite desta segunda-feira, 02, em Porto Ferreira, após uma megaoperação que fechou a cidade durante dois dias.

Um soldado do quartel, que estava de folga no dia do furto, está detido, acusado de participar do crime. O general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve, que conduziu toda operação de investigação e buscas, afirmou na manhã desta terça-feira, 3, que o soldado confessou ter dado informações aos assaltantes para que a munição fosse furtada.

"Não sabemos se o soldado entrou no quartel ou se ele apenas deu as informações para que entrassem no local", disse o general. As investigações prosseguem em dois inquéritos: um inquérito militar aberto pelo Exército e outro civil aberto pela polícia.

O soldado, que mora em Porto Ferreira, teria relações com as vítimas mortas com tiros nas cabeças e nas costas por um homem encapuzado. Desde o domingo, Pirassununga foi ocupada por 600 homens do Exército, 150 policiais militares, 20 homens da Guarda Municipal e 10 policiais civis. As forças de segurança fecharam todos os acessos do município e fizeram buscas em casas, terrenos e pontos de venda de drogas para tentar localizar a munição e impedir que o material fosse retirado da região.

"Essa é a resposta que o Exército dará toda vez que alguém invadir aquartelamento para tentar roubar munição ou armamento", afirmou o general. Quatro soldados que faziam a guarda no momento do furto continuam sendo investigados. "O inquérito militar vai apurar se houve facilitação da guarda ou se houve omissão da guarda. Muito difícil que alguém faça alguma ação sem que a guarda tome conhecimento", explicou o comandante do Exército.

Oficialmente, o general informou que não há elementos que apontem que a ação foi comandada por alguma facção criminosa.

Foram levados pelos criminosos 2.350 cartuchos de fuzil calibre 7.62, 840 cartuchos de calibre 9 mm, 20 cartuchos de borracha de calibre 12 mm, 36 cartuchos de .50 (usada para perfurar blindados e derrubar aeronaves) e duas cápsulas de calibre 90mm, usadas em blindados como o "Cascavel". Foram ainda furtadas 12 granadas de boca.

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