Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

São Paulo

São Paulo » Reformas na CPTM só devem acabar em 2016

São Paulo

Reformas na CPTM só devem acabar em 2016

Presidente da empresa alegou falta de tempo para as intervenções, que só podem ser feitas à noite e aos domingos

0

Caio do Valle,
O Estado de S. Paulo

18 Junho 2014 | 09h31

SÃO PAULO - Iniciadas em 2012, as reformas das seis linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para diminuir panes elétricas e mecânicas só devem terminar em março de 2016. A informação é do presidente da empresa, Mário Manuel Seabra Rodrigues Bandeira, que atribuiu a demora ao tempo escasso que a empresa tem para realizar as melhorias. Essas intervenções comumente levam à interrupção do serviço em determinados trechos aos finais de semana.Re

“Temos pouco tempo para trabalhar. Como estamos fazendo toda a intervenção com a linha em operação, nós precisamos de tempo, e só temos duas horas e meia noturnas e agora estamos fazendo o Paese (sistema de transporte por ônibus em casos excepcionais) há questão de um ano e meio, interrompendo a linha aos domingos”, disse Bandeira na terça-feira, 17.

Ainda de acordo com ele, certos trechos já foram concluídos, como a Linha 9-Esmeralda. “Alguns trechos concluiremos neste ano, outros trechos no ano que vem. A ideia é concluir tudo até o final do ano que vem, março de 2016.”

As reformas incluem a instalação de novos sistemas elétricos e de comunicação para os trens.

Expansão. Bandeira também falou dos andamentos de algumas obras de expansão da CPTM, caso do prolongamento da Linha 9 até Varginha, na zona sul. “Eu diria que de um mês para cá a obra realmente entrou em um ritmo muito bom, ou seja, toda a parte de terraplenagem já está sendo concluída.” A conclusão, segundo ele, é para o segundo semestre do ano que vem.

Sobre a Linha 13-Jade, que conectará o Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, à zona leste paulistana, Bandeira mencionou um contratempo. “Temos ainda alguns probleminhas, não vou dizer que é problema, mas a execução da obra no trecho de USP Leste, como é um trecho que tem uma contaminação muito séria, a execução não é tão rápida. Porque, por determinação do Ministério Público e da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a cada estaqueamento que fazemos, temos que coletar a água e a terra, encaminhar para exame e mandar para o Ministério Público e para a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental). Isso já está entrando em ritmo de produção.”

Apesar disso, a usina de concreto para a obra está começando a ser instalada e as fôrmas dos pilares e vigas já estão começando a chegar à região. Iniciada com atraso em relação ao cronograma original, essa linha também tem previsão de término no segundo semestre de 2015.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.