Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Reformado, Obelisco volta à rota de passeios históricos de São Paulo

Mausoléu que guarda os restos mortais de combatentes da Revolução de 32 recebeu 600 pessoas em um mês de reabertura

O Estado de S. Paulo

24 Janeiro 2015 | 13h07

Depois de 12 anos de reformas, o obelisco atravessa seu primeiro mês de visitações. Segundo a Sociedade de 32, organização que preserva a memória dos combatentes da Revolução Constitucionalista em São Paulo, pouco mais de 600 pessoas conheceram o interior do monumento desde de dezembro de 2014.

Em frente ao Parque do Ibirapuera e destacado na paisagem da cidade, agora o Obelisco pode ser explorado por dentro - para muitos, uma experiência inédita. Projetado como um mausoléu por Galileo Emendábili, teve reparados sérios problemas de infiltração e o subsolo, onde estão os restos mortais de 804 homens, foi totalmente reformado. 

A obra, iniciada em julho de 2013, e financiada com R$ 11,4 milhões pelo governo do Estado, foi reaberta pelo Governador Geraldo Alckmin e pela filha de seu projetista Fiammetta Emendabili, em 9 de dezembro, e confirmou a ligação do projeto ao número - o mesmo do dia da eclosão da revolução que pretendia tirar Getúlio Vargas do poder. 

Vários fatores numerológicos foram pensados pelo arquiteto para que o símbolo se fizesse presente: nove degraus guardam o acesso à cripta do mausoléu e cada lado da base do obelisco medem 9 metros, por exemplo. No passeio histórico o visitante se deparará com grande cunho simbólico. 

A área do obelisco ocupa 1.932 metros quadrados, exatamente o ano do acontecimento lembrado pelo lugar. Pensada para ter o formato de um coração, tem no obelisco a representação de uma espada cravada. 

São 72 metros de altura da base ao vértice e é o maior monumento de São Paulo. Cada lado tem 576m² de superfície, revestida em mármore esculpido. Sua estrutura interna, cilíndrica, representa um canhão cívico da luta pela democracia e tem 32 metros. 

Em seu centro, a obra Heroí Jacente guarda o sarcófago. No subsolo, estão os restos mortais dos considerados heróis do movimento constitucionalista, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (do acrônimo MMDC), do jornalista Guilherme de Almeida, do agricultor Paulo Virgínio e do jurista Ibrahim de Almeida Nobre. 

A visita ao Obelisco pode ser feita de terça a domingo, das 10h às 17h. Depois da reforma, o acesso ficou mais fácil para quem tem mobilidade reduzida, já que uma rampa para cadeirantes foi instalada. A entrada é pela Avenida Pedro Álvares Cabral. 

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