Recursos precisam ser negociados com o mercado

O Bulevar JK é a única grande obra que ainda falta sair do papel listada no cronograma de intervenções previstas para a Operação Urbana Faria Lima. Os recursos para investimentos no Bulevar precisam vir da venda dos Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), títulos negociados com a iniciativa privada que permitem construir acima do permitido pela Lei de Zoneamento.

O Estado de S.Paulo

07 Dezembro 2011 | 03h01

Na quarta, a Câmara Municipal aprovou em primeira votação projeto do prefeito Gilberto Kassab (PSD) que autoriza a venda de mais 452 mil metros quadrados para incorporadoras que quiserem construir empreendimentos em uma das regiões de São Paulo mais cobiçadas hoje pelo mercado imobiliário. Ao todo, Kassab prevê arrecadar pelo menos R$ 2 bilhões em 2012 com a revisão da Operação Urbana Faria Lima, criada em 1994.

Com o dinheiro dos Cepacs já foram feitos os dois túneis que passam sob a Avenida Faria Lima, o prolongamento da Avenida Hélio Peregrino e as melhorias urbanas e desapropriações no Largo da Batata. O dinheiro das vendas dos títulos municipais precisam ser investidos na região. A segunda votação do projeto que prevê a emissão de novos Cepacs deve ocorrer até o dia 15, mas a Prefeitura nega que tenha a intenção de retomar o contrato polêmico do bulevar.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano já havia afirmado que pretende investir pelo menos mais R$ 1 bilhão em uma nova linha de metrô na capital.

Batizado de Linha 20-Rosa, o novo ramal terá 12,3 quilômetros de extensão e ligará a Lapa, na zona oeste, a Moema, na zona sul. O projeto inicial prevê 14 estações, espalhadas pelas zonas estritamente residenciais próximas da Praça Pan-Americana e por toda a extensão da Faria Lima. A linha faz parte do Plano Expansão 2020 do Metrô. /B.P.M.

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