Recomendações vão de mais treino a trocas de aparelhos

A aviação civil da Europa não será mais a mesma após a queda do AF-447. Depois de sugerir à Agência Europeia de Segurança Aérea (Easa) a substituição de todos os sensores de velocidade da marca Thales - que congelaram -, o BEA propôs ontem o desenvolvimento de equipamentos mais eficientes em situações de pane, a melhora dos simuladores de voos e o treinamento intensivo de pilotos para situações de grande risco.

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2012 | 03h01

Ao todo, 25 novas recomendações foram feitas pelos peritos do BEA e poderão ser transformadas em normas pela Easa. No que diz respeito aos equipamentos, o escritório pede que os instrumentos de navegação e os alertas de perda de sustentabilidade sejam mais claros aos pilotos. Outra recomendação importante diz respeito aos "diretores de voo", um dos equipamentos de navegação. Para o BEA, é necessário rever a imagem que aparece na tela em uma situação de perda de sustentação.

Em nota oficial, a Airbus afirmou que "tomará todas as medidas que permitam contribuir para esse esforço coletivo em favor da segurança aérea" e garante que a empresa "já começou a trabalhar em nível industrial para reforçar as exigências relativas à resistência das sondas Pitot (os sensores de velocidade)".

Além disso, os peritos do BEA propõem a reciclagem de pilotos, o aprofundamento do treinamento prático em simuladores de voo aperfeiçoados, além de uma "formação teórica permanente". /A.N.

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