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São Paulo

CPTM

Queixas de usuários da CPTM vão da estrutura à velocidade

Para passageiros, o avanço da tarifa, que passou para R$ 3,80 no sábado, não levou a um aumento da qualidade do serviço

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Bruno RIbeiro,
O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2016 | 05h00

SÃO PAULO - Velocidade baixa, falta de pontualidade e má conservação dos trens são queixas mais comuns do que a superlotação entre usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na semana passada, diante da segunda falha de operação no ano, na Linha 7-Rubi, o Estado ouviu passageiros sobre a qualidade do serviço.

“É péssimo. O estado de conservação dos trens é muito ruim. Das estações, também. Em Pirituba (zona norte da capital), a estação só tem um acesso. Um cadeirante, uma pessoa com deficiência, tem de ser carregada pelos seguranças. A escada fica bloqueada por eles. E os trens andam muito devagar”, diz o estudante Renato Lucas Rúbio, de 26 anos. “O aumento da tarifa não vem acompanhado de aumento da qualidade”, reclama. A tarifa passou de R$ 3,50 para R$ 3,80 no sábado.

“Eles andam muito devagar. Uso as Linhas 11 (Coral), 12 (Safira) e 7 (Rubi). A 7 é a pior de todas. Os trens são muito velhos, não têm ar condicionado e sofremos muito com a lotação no calor”, disse a auxiliar financeira Sheyla de Sousa, de 29 anos, moradora de Guarulhos que se desloca com frequência para Francisco Morato, na Grande São Paulo.

Outra queixa comum é o tempo de espera. “Acho que pode ser que nem seja tão culpa do sistema, porque no fim do ano teve o incêndio lá na Estação da Luz e pode estar com problemas ainda. Mas os trens demoram demais. É muito diferente do metrô, que passa um em seguida do outro. Essa espera atrasa muito a viagem”, afirma a estudante Fernanda Pinheiro Peixoto, de 20 anos.

Melhorias. O governo do Estado comprou, há dois anos, 65 trens para a CPTM. São composições com ar condicionado e de salão único (sem separação entre os vagões, como já acontece na Linha 4-Amarela do Metrô). Segundo o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, as primeiras oito composições serão entregues nos próximos dois meses e todas vão justamente para a Linha 7-Rubi. “Nessa linha, há ainda 11 trens do que chamamos de frota 1.100. São trens comprados em 1954, que ainda estão operando”, afirma.

Há cinco estações em obras na CPTM atualmente: Jandira, Jardim Silveira, Jardim Belval e Quitaúna, na Linha 8-Diamante, e a Estação Engenheiro Goulart, na Linha 12-Safira, que receberá o trem da Linha 13-Jade, em obras. Em 2013, havia previsão de intervenções em 24 estações, que envolviam até reconstrução das paradas mais antigas. “Diante dos recursos que contávamos e não vamos ter, o que estamos fazendo é rediscutir todas as ações, definindo quais são as prioridades. Metade das estações da CPTM tem acessibilidade. O que estamos fazendo é verificando as obras mais necessárias, que vamos fazer”, disse o secretário, que espera terminar as obras já em andamento e fazer reformas em mais cinco estações.

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