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'Racionamento será decisão técnica', afirma Alckmin

Carla Araújo e Ricardo Brandt - Especial para o Estado/O Estado de S. Paulo

25 Fevereiro 2014 | 21h 12

Em outras oportunidades recentes, o governador garantia, sempre quando indagado, que não se trabalhava com corte de fornecimento de água

CAMPINAS - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 25, que um eventual racionamento de água na capital "é uma decisão técnica que está sendo monitorada dia a dia pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado)". Em outras oportunidades recentes, Alckmin garantia, sempre quando indagado, que não se trabalhava com corte de fornecimento. "Nós vamos decidir mais para frente", disse desta vez.

O governador voltou a afirmar, porém, que a situação é localizada no Sistema Cantareira. "Estamos frente a uma situação extremamente excepcional. E ela não é uniforme. Tem lugar que chove demais e tem lugar que chove de menos", afirmou.

Nesta terça-feira, o Cantareira voltou a registrar recorde negativo: 16,9% da capacidade, menor índice desde a inauguração, em 1974. A pluviometria do dia, que mede quanto choveu sobre a região, foi de 6,2 milímetros. No mês, o acumulado é de 60,7 milímetros, ante a média histórica de fevereiro, de 202,6 milímetros de precipitação.

Alckmin reafirmou ainda que o governo já está trabalhando para utilizar os 400 milhões de metros cúbicos do chamado "volume morto" (parcela do reservatório não disponível para o uso operacional normal).

Alternativas. Segundo o governador, também "já está pronto o projeto das ensacadeiras, dos canais e das bombas" para facilitar a captação. "Não que a gente pretenda utilizar agora, mas vamos deixar tudo preparado para o inverno, caso haja necessidade." E destacou o sucesso no programa de concessão de bônus por redução de consumo. "Teve um bom resultado, tivemos uma economia de 2,1 metro cúbico por segundo", afirmou.