R$ 58 bi e 38 anos para solucionar déficit habitacional

Em São Paulo, a solução para as favelas parece estar dentro das próprias favelas. Essa pelo menos é a visão da Prefeitura, que pretende reurbanizar grandes assentamentos precários, além de acelerar processos de regularização fundiária de pequenos núcleos carentes para diminuir consideravelmente o déficit habitacional da capital.

, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

Os planos, ideias e promessas, no entanto, esbarram em um orçamento quase utópico - seriam necessários R$ 58 bilhões para resolver o problema atual da falta de moradia popular na cidade de São Paulo, segundo dados do Plano Municipal de Habitação.

Para se ter ideia do tamanho do desafio, o ritmo atual de investimento (de R$ 1,5 bilhão para 2011) só permitiria chegar ao objetivo em 2048. Atualmente, há 800 mil famílias vivendo em assentamentos precários - uma em cada quatro na zona leste, por exemplo.

Nos próximos 14 anos, pelo menos uma família por hora passará a morar em lugar precário ou irregular na capital paulista, incluindo áreas de risco - e o déficit habitacional de 130 mil unidades vai mais do que quadruplicar.

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