Quatro perguntas para...

Fábio Salvá

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2012 | 03h01

1. Muitas pessoas reclamam das taxas na venda de ingressos pela internet. Por que elas existem? Elas custeiam sistema, taxas de cartão, programa antifraude, call center, infraestrutura, impostos, tarifas bancárias. As de conveniência e entrega são separadas. Qualquer empresa de motoboy cobra, no mínimo, R$ 25 por entrega em São Paulo. Em outros modelos de e-commerce, que não cobram frete, a entrega está embutida no preço do produto. Dá para fazer isso com uma TV, um tênis. Com ingresso é diferente.

2. E por que se cobra taxa no próprio ponto de venda? Se não existisse a cobrança, não existiria ponto de venda, só a bilheteria do local do evento. Antes, as pessoas tinham de ir até lá, tendo custos com transporte, estacionamento. Foi pensando nisso que surgiram os pontos de venda, mas é preciso custear a operação.

3. Dá para não pagar as taxas? Sim. Todo evento é obrigado a vender ingressos sem cobrança de taxa em pelo menos um ponto oficial.

4. Que cuidados o cliente deve ter na hora de comprar ingresso pela internet? Verificar se a empresa é autorizada pelo organizador e se é citada na página do evento ou da casa de espetáculo. Também é importante pesquisar se existe de fato e consultar possíveis reclamações contra ela em órgãos de defesa do consumidor. / DENIZE GUEDES

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.