Werther Santana/AE
Werther Santana/AE

Quadrilha suspeita de ligação com PCC é presa em SBC

Interceptação telefônica feita pela Polícia Militar indica suspeita de lavagem de dinheiro por parte do bando

Daniela do Canto e Ricardo Valota, da Central de Notícias,

19 Junho 2009 | 02h45

Quatro pessoas, entre ela uma mulher, foram presas na tarde desta quinta-feira, 18, enquanto dois integrantes da quadrilha tentavam depositar R$ 328 mil em uma agência do banco Bradesco no Centro de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

 

Outros 68 mil dólares foram encontrados na casa da acusada. Os presos não comprovaram a origem do dinheiro, que será investigada pela Polícia Civil, assim como uma possível ligação da quadrilha com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Os quatro acusados chegaram ao banco, no número 79 da Avenida Lucas Nogueira Garcez, por volta das 15 horas. Leandro Peterson Severino, de 36 anos - apontado pela polícia como o líder do bando - e Efraim da Silva Saraiva, de 43, entraram na agência para depositar o dinheiro.

 

Enquanto isso, Iorrana Rocha Nunes, de 21 anos e Sidnei Pedral Evangelista, de 33, aguardavam do lado de fora, em um Crossfox prata e uma Saveiro branca. A gerente do banco desconfiou da quantia e acionou a Polícia Militar. Quando os policiais da Força Tática do 6º Batalhão chegaram ao local, detiveram os quatro acusados.

 

Nos veículos foram encontrados um revólver calibre 32 e um calibre 38. Na casa de Iorrana, os PMs localizaram os 68 mil dólares. Ela teria dito à polícia que o dinheiro pertence a Severino.

 

Na bolsa da acusada foram apreendidos outros R$ 562. Na casa do líder do bando, os policiais encontraram um documento falso, em nome de Leandro Rodrigues de Moura. De acordo com a polícia, Severino e Saraiva já tinham passagem por receptação. Investigação Os quatro presos responderão por formação de quadrilha e porte ilegal de arma.

 

A Polícia Civil também abrirá um inquérito paralelo para investigar se eles estão envolvidos em lavagem de dinheiro. Além disso, a polícia também vai apurar se há ligação dos presos com o PCC. Segundo o delegado Mitiaki Yamamoto, da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo, a PM interceptou uma ligação para o celular de um dos acusados na qual a pessoa dizia que eles deviam se livrar dos policiais porque o dinheiro pertencia ao "Partido".

 

De acordo com o delegado, os R$ 328 mil seriam depositados na conta da facção criminosa. Mitiaki contou que Severino entrou em contradição ao explicar a origem do dinheiro: primeiro disse que a quantia era proveniente da venda de um caminhão carregado de cereais, depois que o dinheiro viria do comércio de motos importadas e por último, que possuía um posto de gasolina e que o dinheiro vinha da movimentação do estabelecimento.

 

Ampliada às 5h54

 

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