Google Street View/Reprodução
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Ofensas à mãe marcam reconstituição do assassinato de adolescente gay

Acusada de matar o filho de 17 anos, Tatiana Lozano foi chamada de 'assassina' por manifestantes ao mostrar para a polícia como o rapaz foi morto em Cravinhos

Rene Moreira, Especial para o Estado

03 Março 2017 | 10h12

FRANCA - Gritos de "assassina" e outros xingamentos marcaram a reconstituição do crime envolvendo Itaberlly Lozano, de 17 anos, no final da tarde desta quinta-feira, 2, em Cravinhos, no interior de São Paulo. A mãe do rapaz, Tatiana Lozano, acusada pelo assassinato do filho, mostrou como ele foi morto e teve o corpo queimado em um canavial. 

Tatiana, no entanto, nega ter esfaqueado o filho e que o motivo seja homofobia. Já a polícia viu contradições nos depoimentos da mulher, do padrasto e de dois jovens, que também estão presos por participação no caso.

O delegado Helton Renz disse que a mãe voltou atrás após confessar a autoria e agora culpa os rapazes pelas facadas que mataram o filho. Porém, confirma ter ajudado a levar o corpo para o canavial e depois voltado lá para incendiá-lo. 

Os outros envolvidos não participaram da reconstituição do crime, cometido no fim do ano passado. Além deles, uma adolescente de 16 anos também está apreendida por participação no caso.

"A mãe confirma apenas ter queimado o corpo com gasolina", contou o delegado. 

Apesar das alegações, o Ministério Público já adiantou que pretende apresentar denúncias contra ela por homicídio, causado por homofobia, e ocultação de cadáver.

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