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Protesto contra a Copa termina em tumulto na Avenida Paulista

Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo

23 Junho 2014 | 16h 34

Ao final do ato, um manifestante entrou em confronto com a polícia e foi detido; policial efetuou disparos para cima

Atualizada às 23h11

SÃO PAULO - Diferentemente do protesto de quinta-feira passada, quando mascarados depredaram bancos e uma concessionária de carros de luxo em Pinheiros, na zona oeste da capital, o 11.º ato “Não Vai Ter Copa” foi pacífico e teve forte escolta policial. A passeata com 200 manifestantes, segundo a Polícia Militar, começou às 15h na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, e foi realizada durante o jogo entre Brasil e Camarões. Quatro pessoas foram detidas. 

Cinco caminhões da Tropa de Choque, 30 viaturas da PM e 40 homens da cavalaria seguiram o grupo por todo o trajeto. Não houve quebra-quebra. 

Daniel Teixeira/Estadão
Protesto foi acompanhado por cinco caminhões do Choque, 30 viaturas e 40 cavalos da Cavalaria da PM

Por volta das 16h15, um observador do coletivo Advogados Ativistas, Leandro Silva, de 23 anos, foi detido na Rua da Consolação e levado para o 78.º Distrito Policial (Jardins). Segundo a Polícia Civil, ele portava drogas, assinou termo circunstanciado e foi liberado. De acordo com os Advogados Ativistas, Silva foi detido porque tentou defender um colega que filmava o ato com um celular. 

Na esquina da Rua Bela Cintra com a Avenida Paulista, uma manifestante tentou chocar os PMs às 16h45. Com os seios à mostra, a atriz Leticia Mourão Paes fez uma performance. “Guerreiros, eu confio nos olhos de vocês. Vocês são sensíveis a tudo que acontece e aguentam calados. São vocês que vão decidir se terá guerra ou paz”, disse. Ao fim, uma policial revistou a bolsa de Leticia e ela foi liberada.

Às 17h, os manifestantes tomaram a Avenida Paulista. Eles seguiram no sentido Paraíso até a Praça Oswaldo Cruz e voltaram para o vão livre do Masp. O ato terminou às 18h30, quando começou uma confusão. 

Perto da Estação Consolação, o professor Rafael Marques, de 29 anos, que enfrentou a PM no ato da abertura da Copa e foi baleado à queima-roupa com balas de borracha, discutiu com um policial civil. O agente sacou uma pistola e deu três tiros para o alto, segundo testemunhas. A PM usou bomba de efeito moral. Marques e dois ativistas foram presos. 

André Lucas Almeida/Futura Press
Policial atira para cima durante protesto na Paulista

Mais cedo, Marques se mostrava empolgado com a presença ostensiva da PM. "Vou poder enfrentar a cavalaria. Será um prazer para mim reencontrar colegas e lutar contra eles", afirmou. Marques é ex-oficial da Cavalaria. No dia da abertura da Copa, além de ser baleado, ele também recebeu uma borrifada de spray de pimenta nos olhos. 

O tenente-coronel José Eduardo Bexiga se negou a dar esclarecimento sobre o tumulto. “Não sei (o que aconteceu) nem estava aqui”, afirmou. Ele confirmou que os disparos foram efetuados por um policial civil. A estação foi fechada. A Polícia Civil informou, em nota, que vai apurar as circunstâncias do caso para checar se houve disparos e se o autor é policial.

Daniel Teixeira
Rafael Marques é detido após entrar em confronto com a polícia

Convocação. Na tarde desta segunda-feira, a Polícia Civil convidou 22 ativistas do Movimento Passe Livre (MPL) para serem ouvidos no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Ninguém compareceu.

“Já é a quinta vez que a gente foi intimado. Vamos exercer o direito constitucional de ficar calados”, disse Matheus Preis, de 21 anos, que não foi convocado, mas representa o grupo. 

Dois black blocs que participaram de depredações na quinta-feira, após ato em comemoração de um ano da revogação das tarifas, foram identificados. Um deles teria depredado a Estação Carrão, na zona leste, no dia 12. O outro seria um dos responsáveis por atacar a concessionária. Eles podem responder por dano ao patrimônio e constituição de milícia privada - penas de 4 a 8 anos de prisão. 

Em Nova Odessa, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) voltou a dizer que a PM não admitirá vandalismo. “Manifestação não há problema, é legítimo. O que não pode ter é ato criminoso, que é depredação de patrimônio público e privado.”

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