Professora é presa por abusar de duas meninas de 13 anos

Educadora da rede pública afirma estar apaixonada por uma das vítimas e diz que relação começou em maio

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2010 | 00h00

A Polícia Civil do Rio prendeu em flagrante, na madrugada de ontem, uma professora de Matemática acusada de abusar sexualmente de duas alunas de 13 anos da rede pública de ensino. Cristiane Teixeira Maciel Barreiras, de 33 anos, foi presa na casa da mãe, em Padre Miguel, zona oeste da capital fluminense.

A educadora foi denunciada pela mãe de J., uma das vítimas, na 33.ª DP (Realengo). A garota estava desaparecida desde segunda. Em agosto, a mãe de J. registrou a primeira queixa de desaparecimento e apontou a professora como suspeita.

Cristiane já havia sido transferida da Escola Municipal Marechal Rondon, após denúncias da mesma mãe. "Fizemos diligências durante toda a noite. Na casa da professora, o marido confirmou que ela não aparecia por lá desde segunda e chorou ao saber da acusação", revelou o delegado titular da 33.ª DP, Angelo Jose Lages Machado.

Às 4 horas, Cristiane foi surpreendida por uma equipe de agentes quando chegava à casa da mãe dela, no bairro Barata, também em Realengo. Na delegacia, a professora confessou que se apaixonou e iniciou o relacionamento com a menina em maio. Ela alegou que desejava uma "relação séria" com a ex-aluna. Cristiane disse que as duas namoravam no carro e frequentavam o Motel Bariloche, em Realengo. "Quando achávamos que já tínhamos ouvido tudo, ela confessou que em agosto as duas convidaram outra aluna para os encontros sexuais", contou o delegado.

A professora foi indiciada por estupro de vulnerável e corrupção de menor. A pena pode chegar a 30 anos de prisão. Machado não descarta que outras alunas tenham sido vítimas. O diretor da Escola Municipal Marechal Rondon será convocado para depor e pode ser indiciado, caso se comprove que ele tinha conhecimento do crime e não comunicou à polícia. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que instaurou sindicância e determinou o afastamento de Cristiane no dia 9 de setembro.

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