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Presos em protesto na Paulista não são black blocs, dizem advogados

Luciano Bottini Filho e Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo

24 Junho 2014 | 15h 08

O professor Rafael Marques Luvarghi e o técnico laboratorial Fábio Hideki Harano foram detidos em ato contra a Copa nesta segunda

Atualizada às 21h06

SÃO PAULO - Advogados que acompanharam os depoimentos dos dois manifestantes presos em flagrante por associação criminosa em um ato na Avenida Paulista, na noite de anteontem, negam que ambos sejam adeptos da tática Black Bloc.

Ontem, o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que o professor Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, e o técnico laboratorial Fábio Hideki Harano, de 26, foram os dois primeiros black blocs presos em flagrante pela prática do crime.

Segundo a advogada ativista Tatiana Tibério Luz, o professor participava do terceiro ato e “não estava mascarado”. “Ele estava andando com um colega polonês quando três homens não fardados começaram a bater nele”, disse ela. Depois, os policiais teriam feito um cordão de isolamento e um agente à paisana atirou, sem que tivesse sido agredido.

Com o professor foram encontrados apenas um celular e um iPod, de acordo com a advogada. Ontem, o caso de Lusvarghi foi encaminhado para a Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

A versão do advogado que acompanhou Harano, que trabalha e estuda na Universidade de São Paulo (USP), também é outra. De acordo com Luis Rodrigues da Silva, que assistiu o suspeito apenas durante o interrogatório, Harano não fazia nenhum ato de vandalismo nem incitava a violência. “Ele nunca se envolveu em nenhum ato de violência. Ele foi escolhido, pois ele estava sempre participando dos atos.” 

Silva também contesta o suposto artefato que os policiais teriam encontrado. “Não foi feita uma revista na frente dos demais no metrô. Aquilo foi plantado.” Os pedidos de liberdade para os presos agora deverão ser feitos pela Defensoria Pública.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), entidade que Harano faz parte como representante, também partiu em defesa do acusado. “Ele nunca praticou terrorismo ou se vestiu como black bloc. Ele é um trabalhador honesto que foi preso como bode expiatório”, afirmou Neli Wada, diretora do sindicato. 

SÃO PAULO - Advogados que acompanharam os depoimentos dos dois manifestantes presos em flagrante por associação criminosa em um ato na Avenida Paulista, na noite desta segunda-feira, 23, negam que ambos sejam adeptos da tática Black Bloc.

Nesta terça-feira, 24, o secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que o professor Rafael Marques Lusvarghi, de 29 anos, e o técnico laboratorial Fábio Hideki Harano, de 26, foram os dois primeiros black blocs presos em flagrante pela prática do crime.

Segundo a advogada ativista Tatiana Tibério Luz, o professor participava do terceiro ato e “não estava mascarado”. “Ele estava andando com um colega polonês quando três homens não fardados começaram a bater nele”, disse ela. Depois, os policiais teriam feito um cordão de isolamento e um agente à paisana atirou, sem que tivesse sido agredido.

Com o professor foram encontrados apenas um celular e um iPod, de acordo com a advogada. Nesta terça, o caso de Lusvarghi foi encaminhado para a Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

A versão do advogado que acompanhou Harano, que trabalha e estuda na Universidade de São Paulo (USP), também é outra. De acordo com Luis Rodrigues da Silva, que assistiu o suspeito apenas durante o interrogatório, Harano não fazia nenhum ato de vandalismo nem incitava a violência. “Ele nunca se envolveu em nenhum ato de violência. Ele foi escolhido, pois ele estava sempre participando dos atos.” 

Silva também contesta o suposto artefato que os policiais teriam encontrado. “Não foi feita uma revista na frente dos demais no metrô. Aquilo foi plantado.” Os pedidos de liberdade para os presos agora deverão ser feitos pela Defensoria Pública.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), entidade que Harano faz parte como representante, também partiu em defesa do acusado. “Ele nunca praticou terrorismo ou se vestiu como black bloc. Ele é um trabalhador honesto que foi preso como bode expiatório”, afirmou Neli Wada, diretora do sindicato.

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