Preso assaltante de casas no Morumbi

Segundo a polícia, Emerson Rodrigo Rezende dos Santos, o Dudu, é cruel com vítimas e estava cheio de joias na hora em que foi detido

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2011 | 03h04

Policiais do 62.º DP (Ermelino Matarazzo) prenderam no sábado à noite Emerson Rodrigo Rezende dos Santos, de 27 anos, líder da principal quadrilha que atua no roubo a residências no Morumbi, na zona sul da capital. O bando de Dudu, como é conhecido o criminoso, é suspeito de ter praticado pelo menos 12 assaltos na região nos últimos meses. Eles são acusados de crueldades para intimidar as vítimas.

No momento da prisão, Dudu participava de uma festa no Campo Limpo, nas proximidades da Avenida Carlos Lacerda, também na zona sul. Os comparsas do assaltante ainda tentaram evitar a detenção do líder da quadrilha, atirando contra os policiais. Eles conseguiram fugir e, até a noite de ontem, não foram localizados pela polícia.

O próprio Dudu lutou contra os policiais durante a prisão. Ele tem mais de um 1,90 metro de altura e é bastante forte. Na briga, o assaltante feriu o braço de um dos investigadores. Oito policiais fizeram a escolta do acusado até o 24.º DP (Ponte Rasa), onde o caso foi registrado.

As investigações que levaram a polícia até Dudu duraram pelo menos três meses. O delegado José Ademar de Souza, do 62.º DP, já acompanhava as atividades do bando desde o período em que trabalhava na região da 3.ª Delegacia Seccional (Oeste). O bandido foi identificado ainda em novembro como um dos responsáveis por aterrorizar os moradores do Morumbi. Além do assalto a residências, o criminoso também era conhecido pelo envolvimento com quadrilhas que atuam no roubo de cargas.

Crueldade. Os assaltos cometidos pelo bando de Dudu eram caracterizados pela forma cruel como atacava as vítimas. Em alguns casos, chegavam a cortar os dedos dos moradores e obrigá-los a beber o próprio sangue para fazer com que dissessem onde estavam o dinheiro e as joias. A quadrilha de Dudu também jogava álcool e ameaçava atear fogo às vítimas. Eles atuavam fortemente armados, contando inclusive com fuzis.

Joias. Quando chegou ao distrito, Dudu chamou a atenção pela forma vaidosa como exibia anéis, pulseiras e grossas correntes de ouro. "Ele estava com o corpo coberto de joias", afirmou o delegado-assistente do 24.º DP, Rogério Zuim, responsável por registrar o flagrante contra o criminoso na madrugada de ontem. No pulso, o bandido trazia também um relógio da marca Tag Heuer, avaliado em pelo menos R$ 2 mil.

Um detalhe também chamou a atenção da equipe que participou da prisão. Durante todo o tempo, o criminoso tentou se desvencilhar de um pingente de ouro, com um pequeno elefante esculpido. Possivelmente, a joia pertencia a alguma de suas vítimas. Por ela, seria possível associá-lo a algum dos crimes do que qual participou.

A polícia também encontrou com o ladrão um pen drive de 4 GB, no qual havia fotos da viagem de um casal pela Turquia e Grécia, sempre em cenários paradisíacos e hotéis luxuosos. Provavelmente, eles foram vítimas de Dudu.

O bandido permaneceu durante toda a noite no 24.º DP e foi transferido pela manhã para um Centro de Detenção Provisória não informado pela polícia. A presença de Dudu no distrito obrigou um reforço na segurança do local. Até mesmo policiais do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil foram chamados para evitar que o bandido fosse resgatado por outros criminosos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.