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Pedreiro confessa morte de ex-mulher e diz que vingou traição

Crime em Sorocaba, no interior, aconteceu dois dias depois de doméstica ter pedido proteção contra o ex-marido à Polícia Civil

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José Maria Tomazela,
O Estado de S. Paulo

09 Março 2016 | 14h38

SOROCABA - Policiais militares prenderam nesta quarta-feira, 9, o pedreiro Edvaldo José da Silva, de 58 anos, acusado de matar a ex-mulher com dez facadas, há uma semana, em Sorocaba, interior de São Paulo. Ao confessar o crime, Silva disse aos policiais que se vingou de uma suposta traição da mulher e que não estava arrependido. O crime aconteceu dois dias depois de a doméstica Cícera de Fátima Ferreira da Silva, de 56 anos, ter pedido proteção contra o ex-marido à Polícia Civil. No dia em que foi assassinada, ela compareceria a uma audiência no Fórum para ser colocada sob proteção.

O homem foi detido numa casa do Parque Vitória Régia, zona norte da cidade. Ele usou documentos falsos para se empregar numa obra, num condomínio fechado. Cícera foi surpreendida pelo ex-marido quando chegava em casa com uma colega. O pedreiro saiu de trás de um muro e foi golpeando a vítima na frente da testemunha, até ela cair. A faca, jogada num terreno baldio, foi achada pela polícia. Ele viveram juntos durante 22 anos e tiveram um filho, mas Cícera havia deixado o marido havia um ano e se mudou de Bauru para Sorocaba fugindo dele.

Dois dias antes do crime, ela denunciou novas ameaças na Delegacia de Defesa da Mulher de Sorocaba. O homem exigia dinheiro para não matá-la. A mulher tinha sido intimada para se apresentar naquele mesmo dia à Vara da Violência Doméstica. O ex-marido seria obrigado a manter distância dela. O pedreiro pode ser enquadrado na Lei do Feminicídio, em vigor desde o ano passado, que prevê penas mais severas para o crime contra a mulher. O autor pode ser condenado à pena de reclusão de 12 a 30 anos, enquanto o homicídio simples prevê prisão de 6 a 12 anos.

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