Prefeituras alegam legalidade e dizem conhecer empresa

Para justificar os serviços prestados pela Itapé Security, as administrações municipais argumentaram que os contratos foram firmados dentro da lei e que a empresa era conhecida.

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2010 | 00h00

"Ela (a Itapé) se apresentava como uma empresa credenciada pela Polícia Federal, por isso acabava sendo escolhida quando não havia necessidade de licitação", disse Márcio Nastri, procurador de Alambari, onde a empresa fez a segurança do carnaval.

A secretária de Finanças de Cerquilho, Ana Maria Pelegrini, informou que a empresa foi contratada por meio de licitação para também fazer a segurança do carnaval deste ano. "Mas ela perdeu a disputa de outro evento importante, a Festa do Peão."

A prefeitura de São Miguel Arcanjo contratou a Itapé para fazer a segurança da Festa da Uva de 2009. Segundo o chefe de gabinete, Ari Rosa do Nascimento, "não houve prejuízo".

Em Quadra, a empresa foi contratada para a Festa do Milho Branco e um rodeio. Segundo o advogado do prefeito, José Dirceu Ribeiro, não foi feita licitação porque o valor era baixo.

A prefeitura de Tatuí contratou a Itapé para fazer a segurança do carnaval. Três empresas participaram da licitação e ela venceu com o menor preço.

A PF também vasculhou a casa do secretário da Cultura de Itapetininga, Fábio Sacco. Ele foi levado para a delegacia em Sorocaba, depôs e foi liberado. A prefeitura informou que não manteve contratos com a Itapé, mas firmou serviços esporádicos em secretarias, pagos com verbas próprias. A Secretaria da Segurança Pública informou que adotou as medidas necessárias para a apuração de responsabilidades na esfera administrativa. /

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