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Prefeitura estuda tirar táxis de corredor só nos horários de pico

O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2014 | 15h 54

Segundo prefeito Fernando Haddad, um novo estudo avaliará impacto dos veículos nesse período do dia

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quarta-feira, 26, que sua gestão avalia alternativas no sentido de restringir a circulação de táxis nos corredores de ônibus. Uma das propostas aventadas é a proibição apenas nos horários de pico.

Três estudos feitos pela Prefeitura (um deles, encomendado à empresa Tranzum) e apresentados ao Ministério Público Estadual (MPE) em dezembro do ano passado mostram que os usuários de táxi somam menos de 1% do total de pessoas que utilizam os corredores. “Como resultado, os passageiros de táxi impactam negativamente 99% dos usuários do transporte público coletivo que trafegam nos corredores”, diz o estudo.

Além disso, em alguns corredores, a velocidade dos ônibus é muito baixa, atingindo 6 km/h em determinados horários, o que equivale a uma pessoa a pé.

“Foi encomendado um novo estudo, porque o estudo que foi feito pela SPTrans era sobre todo o período de utilização dos corredores. Até por recomendação do Ministério Público decidiu-se segmentar, separar o horário de pico do entrepicos, para verificar se o prejuízo para a velocidade dos ônibus é em todo o dia, ou se é possível flexibilizar, como foi feito no tempo da prefeita Marta (Suplicy, também do PT)”, afirmou Haddad.

“Uma possibilidade que está sendo explorada tecnicamente é essa, verificar se ao longo do dia todo, ou se é possível contemplar apenas parcialmente a demanda da categoria.”

Taxistas. O promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Ribeiro Lopes, responsável por questionar a Prefeitura a respeito da viabilidade dos táxis nos corredores de ônibus, ainda aguarda estudos complementares sobre as especificidades de cada corredor. Além disso, os sindicatos dos taxistas de São Paulo têm até sexta-feira, 28, para lhe encaminhar estudos técnicos que contestem os levantamentos da Prefeitura que mostram que os táxis atrapalham o deslocamento dos coletivos.

De acordo com ele, no entanto, decisões sobre uma possível ação judicial contra a Prefeitura, caso ela não aceite sua recomendação de retirar os táxis dos corredores, só depois do período do Carnaval.