Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Prefeitura e movimento fecham acordo para famílias deixarem Largo do Paiçandu

Moradores de prédio que desabou serão transferidos para abrigo no Viaduto Pedroso

O Estado de S. Paulo

02 Maio 2018 | 19h40
Atualizado 02 Maio 2018 | 23h02

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo fechou acordo na noite desta quarta-feira, 2, com a liderança do Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM) para realocar famílias que moravam no Edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na madrugada desta terça-feira, 1º. 

Segundo o acordo, os moradores serão levados do Largo do Paiçandu, no centro, para o Centro de Inclusão pela Arte, Cultura, Trabalho e Educação (Cisarte), localizado no Viaduto Pedroso, número 111, a cerca de 3 quilômetros do local.

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A transferência dará prioridade a mulheres e crianças. Inicialmente, os moradores se recusavam a deixar o Largo do Paiçandu, onde se instalaram em barracas perto da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. 

Em meio às barracas de acampamento no Largo do Paiçandu, com crianças e mulheres deitadas em colchões, há bastante lixo espalhado. O clima era de tensão na tarde desta quarta-feira e o local atraía curiosos desde as primeiras horas da manhã. 

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No início da tarde, lonas foram erguidas e presas às paredes da igreja. O cenário era de sujeira, com pedaços de comida no chão. Montanhas de sacolas e caixas de papelão com doações lotavam a escadaria de entrada da igreja, que está de portas fechadas desde o início do dia.

Bloqueio. À noite, integrantes do MLSM fizeram um bloqueio com grades de ferro no entorno do Largo do Paiçandu, em frente à igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, para evitar a entrada de pessoas que não eram moradoras do prédio que desabou. Eles utilizaram as grades de proteção que a polícia havia colocado nas ruas do entorno e houve um princípio de confusão com a Polícia Militar.

Durante a tarde, apenas uma faixa de plástico era usada para delimitar a área onde estavam as barracas dos moradores do prédio. Segundo os integrantes do movimento, eles colocaram as grades de ferro para proteger as famílias. Os policiais tentaram conversar com os integrantes, dizendo que eles não poderiam recolocar as grades onde quisessem. 

 

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