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Prefeitura de São Paulo quer evitar argentinos na Vila Madalena

Administração municipal também se preocupa com concentração de torcedores ao redor do estádio; são esperados 70 mil turistas 

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Paulo Saldaña,
O Estado de S. Paulo

27 Junho 2014 | 19h15

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo preparou uma operação especial para receber os torcedores argentinos que vêm a São Paulo para o jogo de Argentina e Suíça, que ocorre na terça-feira, 1º, na Arena Corinthians. Além de oferecer o Sambódromo do Anhembi e o Autódromo de Interlagos a quem vier de motorhomes, a Prefeitura quer evitar que os torcedores sigam para a Vila Madalena após o jogo. A indicação é para outras regiões, como Pompeia, Vila Mariana e Rua Augusta.

São esperados ao menos 70 mil argentinos, mas a Prefeitura não descarta que esse número chegue ao dobro. Os torcedores devem começar a chegar já a partir deste sábado, mas a maioria é esperada na segunda. Além do número elevado de torcedores esperados, a rivalidade entre os países é outro motivo de preocupação. Houve confusão entre torcedores dos dois países em Belo Horizonte e mais de 20 argentinos foram presos em Porto Alegre. Houve casos de roubos de ingressos.

A Prefeitura realizou conversas com a Polícia Militar e, segundo o secretário municipal de Relações Internacionais e Federativos da Prefeitura, Leonardo Barchini, foi decidido que não haverá uma operação policial específica para o jogo. "Será feito reforço policial ao redor do estádio. Na nossa avaliação, o que ocorreu em outros jogos foi episódico", disse ele, durante entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, dia 27. "E que os brasileiros acolham os argentinos."

A administração municipal espera que os argentinos não tentem se concentrar ao redor do estádio. "Queremos que as pessoas que não têm ingressos não vão aos estádios e sim na Fan Fest, que está bem organizada para receber o jogo", disse o cônsul-geral da Argentina em São Paulo, Augustin Molina Arambarri, presente na coletiva. O consulado montou um posto móvel no Parque Trianon, na Avenida Paulista, para orientar turistas. 

Toda a operação no dia do jogo da Argentina será parecida com a realizada nos dias dos jogos do Brasil. Haverá rodízio de veículos estendido, entre 7h e 20h, e as faixas de ônibus também funcionarão ao longo de todo dia. A Radial Leste, nas proximidades do estádio, será interditada a partir das 7h. Na Fan Fest, no Vale do Anhangabaú, centro da cidade, as interdições também serão mais amplas do que nos outros jogos da Copa. A capacidade para 25 mil pessoas se mantém. 

Carro. Existe uma atenção especial para os torcedores que virão à cidade de carro. Haverá vagas para 400 veículos no sambódromo e para 150 em Interlagos. A prioridade é para motorhomes, mas veículos de estrangeiros também poderão ficar no local, a exemplo do que ocorreu com os chilenos. Para quem quiser acampar, a Prefeitura indica Interlagos ou campings na Região Metropolitana.

A Prefeitura vai distribuir informativos em espanhol nos pedágios das rodovias Régis Bittencourt e Castello Branco. Nos folders, a Vila Madalena nem sequer é indicada. Além de Pompeia, Vila Mariana e Rua Augusta, o material ainda cita Vila Olímpia, Perdizes, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Bexiga e Avenida Brigadeiro Faria Lima.

A Prefeitura entende que a região está saturada. Para este sábado, data do jogo do Brasil com Chile, haverá reforço de policiamento contra comércio ambulantes e descarte inadequado de lixo. O número de banheiros será dobrado, de 80 para 160. O secretário Leonardo Bianchini defende que a Vila Madalena já não precisa de publicidade. "Até pela estratégia de turismo da cidade, é legal que os estrangeiros conheçam outros lugares." 

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