Prédio de 44 andares não paga taxa extra no Rio

Prédio de 44 andares não paga taxa extra no Rio

Vereadores cariocas desistem de cobrar da Eletrobrás contrapartida por edifício acima do gabarito na Lapa

Felipe Werneck, O Estadao de S.Paulo

06 Abril 2010 | 00h00

RIO

A Eletrobrás poderá construir um prédio de até 44 andares na Lapa, centro do Rio, sem precisar pagar nenhuma compensação à prefeitura pelo aumento de gabarito autorizado em janeiro. No fim de março, a Câmara Municipal manteve o veto do prefeito Eduardo Paes (PMDB) ao artigo que permitia a obra, desde que fosse paga taxa. Vereadores haviam preparado um estudo, com consultas ao mercado imobiliário, que estimava em R$ 30 milhões o montante da valorização do terreno obtida com a mudança na legislação urbanística.

Até o líder do governo, Adilson Pires (PT), defendeu a medida em janeiro. "O projeto de lei previa uma série de contrapartidas. Com o ganho de área potencial, seria possível arrecadar aproximadamente R$ 30 milhões. O dinheiro seria investido na infraestrutura da Lapa", afirmou, na ocasião. Procurado ontem, Pires não foi localizado.

O vereador Paulo Pinheiro (PPS) é um dos cinco que votaram contra a manutenção do veto. "A ampliação do gabarito vai trazer fatos prejudiciais, como aumento do trânsito. Nada mais justo do que uma compensação financeira para o município investir na região", disse Pinheiro.

A Secretaria de Urbanismo informou que "a construção da sede da Eletrobrás revitaliza e recupera a essência da atividade econômica do Rio". A Eletrobrás não quis se manifestar.

No trecho voltado para a Rua dos Arcos, o gabarito máximo ficou em três pavimentos. Mas a parte dos fundos, voltada para a Avenida Chile, poderá chegar a 44 andares.

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