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Por vingança, homem acusa comparsa de atacar filho de Alckmin e 8 são detidos

Luciano Bottini Filho - O Estado de S. Paulo

07 Fevereiro 2014 | 23h 24

Informante apresentou indícios contra criminosos que não tinham relação com o crime contra Thomaz Alckmin

Atualizada e corrigida no dia 8/2, às 11h48

SÃO PAULO - Uma rixa entre bandidos levou nesta sexta-feira, 7, a Polícia Militar a deter oito pessoas que supostamente estariam envolvidas na abordagem ao filho do governador Geraldo Alckmin (PSDB) no domingo passado (2). A informação de que eles eram suspeitos de ligação com o caso do ataque ao veículo de Thomaz Alckmin e sua neta foi inicialmente relatada por investigadores, e chegou a ser noticiada na noite de ontem pelo Estado. Mas horas depois a relação deles com o crime acabou sendo descartda.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública disse que o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) “descarta até o momento qualquer relação entre os oito detidos ontem, em Campinas, e o fato ocorrido com Thomaz Alckmin, semana passada no bairro do Morumbi, em São Paulo. Esta é a conclusão da Polícia Civil depois de ouvir os detidos e cruzar as informações.” E que, dos oito detidos, cinco permaneceram presos em razão de outros crimes, como porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha.

Conforme o Estado apurou, o Deic concluiu que o homem que fez a denúncia à PM queria se vingar de um comparsa. Segundo o delegado Fábio Lopes, a PM de Campinas foi procurada por um homem que dizia saber quem era a quadrilha por detrás do ataque. Ele apresentou uma fita com uma gravação onde haveria diálogos dos criminosos planejando o crime.

Depois, levou os policiais a uma residência no Campo Belo, onde foram detidos três homens com um arma e munição ilegais. Em outro endereço, foi detido mais um homem, que tentou fugir, no que seria um cativeiro. Ele também foi preso com um arma ilegal.

Outros três detidos, que acabaram sendo liberados pela Polícia Civil, estavam dentro de um carro. Um deles foi apontado pelo informante como sendo o mentor intelectual do crime contra a família do governador. Na verdade, o informante estava em dívida com o suposto criminoso, depois de ter roubado o salão de beleza da mulher dele, no dia 25 de janeiro.

A fita, entregue à polícia, tratava-se de uma gravação antiga, por volta de 2006. Nela, eram ouvidas conversas de prováveis detentos falando da condições carcerárias.

O delegado atuou em flagrante os cinco suspeito por porte ilegal de arma e munição e associação criminosa, já que ficou caracterizada a ligação entre eles para prática de sequestro, segundo as investigações iniciais. Todos os cinco já tinham passagem pela polícia.

Abordagem. O filho e a neta do governador de São Paulo ficaram em um fogo cruzado entre a escolta e um grupo de quatro homens armados que os abordaram no Morumbi, zona sul, às 21h20 do domingo, 2. Thomaz, de 30 anos, dirigia um Hyundai I30 e levava a filha de 9 anos para a casa da mãe, quando o motorista de um Nissan Tiida, que seguia à frente, fez uma manobra e fechou a passagem.

A abordagem aconteceu em uma alça de acesso da Marginal do Pinheiros. Ao sair do Nissan, os bandidos teriam gritado “mata!” duas vezes. Rapidamente, os seguranças, que estavam em um veículo mais atrás, reagiram. Thomaz chegou a sair do carro no confronto.

Segundo a polícia, os seguranças se posicionaram de forma a garantir que pai e filha saíssem ilesos. Policiais acreditam que ao menos um dos bandidos tenha sido ferido: o carro foi encontrado 400 metros depois, com manchas de sangue.

O caso reforçou o clima de tensão permanente entre a Casa Militar e assessores de Alckmin. O carro pertencia à mulher de Thomaz e não era blindado. Os militares pressionam para que o governador e a família aceitem reforço da segurança. Em várias ocasiões, porém, o filho pediu dispensa da escolta.

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