Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Por 'experiência de vida real', Doria viaja de ônibus da periferia ao centro

Em trajeto entre os Terminais Capelinha e Bandeira, prefeito conversou com passageiros, pediu avaliação do serviço e tirou selfies

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2017 | 07h36
Atualizado 06 Fevereiro 2017 | 08h31

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), andou na manhã desta segunda-feira, 6, pela primeira vez de ônibus desde o início de sua gestão. O tucano saiu do Terminal Capelinha, na zona sul da capital paulista, por volta das 6 horas em direção ao Terminal Bandeira, no centro. O trajeto na linha 6450/10 durou cerca de 1h20.

Ao tentar entrar no ônibus, Doria foi seguido por uma fila de funcionários da Prefeitura, seguranças, fotógrafos e jornalistas, o que irritou alguns usuários na fila lateral que reclamavam da demora e diziam precisar trabalhar.  

Doria chegou às 5h30, acompanhado de diretores da São Paulo Transporte (SPTrans) e do secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda. O prefeito tomou café, conversou com passageiros, tirou selfies, deu tchauzinho para usuários e usou um bilhete único com foto própria para passar na catraca.

Avaliação. Já no interior do coletivo, o prefeito ficou de pé e conversou com os passageiros. Também tirou selfies. Perguntou o tempo de espera nos pontos de ônibus e o trajeto até o ponto final.

Ao encerrar o papo com um casal, quis saber: "De 0 a 10, que nota você dá para essa linha de ônibus?" Um respondeu 7,5, e o outro deu 7. "Sete passa de ano. Podia melhorar, mas passa de ano", afirmou, dando um aperto de mão e procurando outros usuários para conversar. Veja abaixo a conversa do prefeito com passageiros:

"É a experiência de vida real. Por isso, nós fizemos esse sem avisar, sem informar ninguém, e ouvindo a população. De maneira geral, o serviço foi bem avaliado. Não foi ruim", declarou Doria. "Algumas observações relativas ao horário, à frequência dos ônibus, mas de maneira geral a aprovação tem média 7. Talvez essa média seja adequada, o que não é ruim. Mas pode melhorar, principalmente, a frequência dos ônibus."

O prefeito afirmou que deve repetir a experiência desta segunda-feira.  "Vamos fazer isso outras vezes em outros terminais, fazendo exatamente como faz a população: acorda cedo, fica na fila, pega o ônibus, sentindo a vida como ela é, no seu lado bom e no seu lado difícil", disse. "Nós não vamos anunciar previamente. Para ninguém preparar nada, para que tudo possa ser exatamente como é."

Doria disse ainda que embora a Prefeitura seja responsável apenas pelo transporte sobre pneus deve também viajar de metrô e trem. "Vamos fazer interligação com o metrô para sentir a experiência. Tanto metrô quanto os trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)." 

O prefeito desembarcou por volta das 7h20 no Terminal Bandeira. Na saída, Doria caminhou na passarela da Rua do Ouvidor e cruzou com a pichação em um prédio que diz "Doria, pixo é arte". O prefeito parou de costas para o prédio e posou para os fotógrafos fazendo o sinal de "cadeia", em referência aos pichadores. O tucano também fez sinal de negativo com o polegar para baixo.

Doria foi a pé até o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura. No caminho, conversou com moradores de rua, pedestres e funcionários de cafés da região.

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