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Por causa de ataques, ônibus deixam de circular à noite em bairros de SP

O Estado de S. Paulo

28 Janeiro 2014 | 20h 14

Nesta terça-feira, oito pessoas foram detidas após incendiar veículos no Estrada do M' Boi Mirim

SÃO PAULO - Oito pessoas foram detidas na tarde desta terça-feira, 28, suspeitas de incendiar dois ônibus e depredar um na Estrada do M'Boi Mirim, no Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo.

De acordo com a Polícia Militar, o ato começou às 14h e foi feito em protesto às enchentes. Os detidos foram encaminhados ao 47º distrito policial, no Capão Redondo.

Por causa da falta de segurança, os ônibus foram recolhidos pela empresa durante a tarde. De acordo com a SPTrans, o Paese com 20 coletivos foi acionado para atender a demanda.

Insegurança. A SPTrans admitiu que tem dificuldades na operação do sistema de transporte coletivo na área do Jardim João 23, na zona oeste, e no Jardim Ângela, na zona sul da cidade.

O órgão informou que desde o último sábado, 25, dez linhas de ônibus, da Transppass, que servem os jardins João 23 e Educandário não estão circulando à noite no interior dos bairros. Os coletivos retornam seis pontos antes da parada final. As linhas transportam, diariamente, pelo menos 80 mil pessoas.

"Os motoristas desembarcam os passageiros na rodovia Raposo Tavares, entre os quilômetros 15 e 18, e o motivo alegado pelos trabalhadores para não completar seus itinerários é falta de segurança. Naquela região, um ônibus foi incendiado desde sábado e motoristas e cobradores reportam ameaças", diz a SPTrans.

Nesta terça-feira, 28, a partir das 16h, as frotas de quatro linhas operadas pela concessionária VIP e oito linhas da permissionária Cooper Pam foram recolhidas por determinação das empresas na região do Jardim Ângela. As 12 linhas transportam, diariamente, 120 mil pessoas.

Ainda de acordo com a SPTrans, só neste ano 28 ônibus municipais foram incendiados, o que significa uma média de um por dia. O número é maior do que o total de ocorrências registradas no primeiro semestre do ano passado, período em que houve 21 coletivos queimados.