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PM usa gás de pimenta para controlar briga em escola de Rio Preto

Sete alunos passaram mal após inalar o gás e foram atendidos; comandante da PM defendeu atitude do soldado

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

24 Junho 2016 | 18h12

SOROCABA - Um policial militar usou gás de pimenta para separar uma briga entre alunos da Escola Estadual Valdemiro Naffah, nesta sexta-feira, 24, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Sete alunos passaram mal após inalar o gás e foram atendidos na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Norte. Depois de medicados, foram entregues aos pais. 

O tumulto aconteceu durante o intervalo das aulas. Um aluno de 18 anos começou a agredir outro de 15, no pátio da escola, quando se formou um tumulto em volta deles. De acordo com a diretora Maria Silva Nacaoski, os funcionários e a vice-diretora tentaram separar os alunos, mas não conseguiram e decidiram chamar o policial.

Ele estava na escola porque é marido de uma professora. O PM foi até o pátio e, segundo a diretora, usou o spray de pimenta porque também não conseguiu conter sozinho a turma de alunos. Segundo ela, a briga começou por motivos banais e virou um corpo-a-corpo entre os estudantes. Os pais dos envolvidos foram chamados e eles já foram suspensos.

O comandante da PM em Rio Preto, coronel Paulo Pagotto, defendeu o soldado, afirmando que ele apenas recorreu ao spray depois de tentar em vão apartar a briga entre os alunos. Segundo Pagotto, o policial tinha ido à escola para falar com a esposa que é funcionária do local. Quando a briga começou, ele foi chamado e se viu na obrigação de intervir, mas preferiu usar o spray pimenta para não empregar força física, o que, segundo ele, foi a conduta mais adequada. Mesmo assim, segundo o comandante, a conduta do policial será apurada.

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