Polícia prende suspeito por estupro e assassinato de meninas mortas no Tietê

Nome do acusado é mantido em sigilo para evitar linchamento; segundo IML, Yara Barbosa, de 14 anos, e Jhenifer Naiara da Silva, de 13, foram abusadas sexualmente e morreram por afogamento

Chico Siqueira, Especial para o Estado

27 Abril 2014 | 18h17

ARAÇATUBA - A Polícia Civil de Andradina, no interior de São Paulo, prendeu na tarde deste sábado, 26, um homem suspeito pelo estupro e morte das adolescentes Yara Barbosa, de 14 anos, e Jhenifer Naiara da Silva, de 13, encontradas mortas, em 14 e 15 deste mês, respectivamente, no Rio Tietê, em Pereira Barreto, a cerca de 50 quilômetros de Andradina, onde elas moravam. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) informa que as duas meninas foram abusadas sexualmente e morreram por afogamento.

O suspeito, que foi preso em Cianorte, no Paraná, mora em Andradina, mas tinha fugido para a casa de parentes naquela cidade e tentou se matar tomando veneno de rato. Ao receber alta do hospital onde estava internado foi preso pelo delegado da Delegacia de Investigações Gerais de Andradina, Tadeu Coelho, que viajou até o Paraná para cumprir o mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

O nome do suspeito é mantido em sigilo para evitar que a população tente linchá-lo. Por isso, a polícia não deverá transferi-lo para Andradina por questões de segurança. A população está revoltada com o crime, dezenas de pessoas passaram a noite de sábado para domingo na porta da delegacia esperando a chegada do suspeito. No sábado, parentes e amigos das duas meninas fizeram passeata pedindo Justiça. Um dia antes, populares quase lincharam duas pessoas que estavam em uma Eco Sport preta, que segundo a polícia, teria sido usada pelo suspeito para levar as duas garotas até o rio. Os ocupantes do veículo abandonaram o carro na rua e correram para a delegacia para se proteger.

Nesta segunda-feira, 27, a polícia deverá revelar se o acusado agiu sozinho e se realmente matou as duas meninas. Segundo a investigadora Nadir Coelho, da Delegacia da Defesa da Mulher, "com esta prisão, o caso começa a ser esclarecido".

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