Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Polícia prende suspeito de estuprar jovem na Estação República

Após investigações, os policiais encontraram homem na Cohab Juscelino, na zona leste; ele diz que relação foi consensual

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2015 | 07h54

Atualizada às 21h02

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu na madrugada desta terça-feira, 7, o suspeito de ter estuprado uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único em uma das estações de Metrô mais movimentadas da cidade. Ex-funcionário da Prodata Mobility, empresa em que a vítima trabalha, Guilherme Lucas Alves dos Santos Rodrigues, de 20 anos, é acusado pelos policiais de ter violentado a jovem de 18 anos e tentado roubar o cofre do ponto de recarga. Pelo menos outras três pessoas que também teriam participado do crime estão sendo procuradas.

Imagens de câmeras de segurança mostram que Rodrigues circulou pela Estação República, na região central, na última quinta-feira, 2, dia do crime. Nas filmagens, ele empurra um carrinho de mão, sobre o qual carrega uma caixa falsa em que, segundo suspeita a Polícia Civil, esconderia o cofre. Ao lado dele aparece outro homem, identificado como Rafael Gonçalves de Lima, de 24 anos. Segundo o delegado Osvaldo Nico Gonçalves, divisionário da Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur), o suposto comparsa tem passagem por roubo e furto, mas continua foragido.

"De uma imagem simples que nós tínhamos do saguão conseguimos identificar os dois. Eles já estão com a prisão preventiva decretada", informou o delegado. O suspeito foi preso em uma rua da Cohab Juscelino, onde morava, na zona leste, por volta das 2 horas. Os policiais, no entanto, não conseguiram encontrar Rafael Lima nos endereços levantados. Para a polícia, a prisão dele vai ser fundamental para identificar outros dois suspeitos, que teriam ficado dentro de um carro, do lado de fora da estação, para facilitar a fuga.

Aos policiais, Rodrigues teria admitido que pretendia roubar a cabine de recarga do Bilhete Único, mas negou que tenha estuprado a funcionária. Segundo afirma, o sexo foi consensual. A vítima, por sua vez, reconheceu o suspeito como o autor do crime, mas nega a versão apresentada por ele. "Ele nos informou quatro indícios de que conhecia a jovem, entre eles um motel que supostamente frequentavam e uma marca na perna. Nenhum se mostrou verdadeiro", afirmou Nico.

A jovem de 18 anos cobria a folga de outra funcionária no dia em que foi estuprada. De acordo com a Polícia Civil, Rodrigues invadiu a cabine e quebrou as câmeras de segurança do local, enquanto Lima ficou do lado de fora, na retaguarda. A Polícia Civil afirma que, como ele havia trabalhado por três meses na Prodata, conhecia os códigos usados para contabilizar a arrecadação do dia. "Ele sabia que havia mais de R$ 30 mil no cofre", afirma o delegado. Com um pé de cabra, tentou acessar o dinheiro, mas não conseguiu arrombar o equipamento. Depois, teria amarrado a vítima com as mãos para trás e a estuprado.  

"Não se consumou o roubo do cofre. É importante que isso seja colocado para mostrar que há segurança onde se guarda os valores no Metrô", afirmou o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que compareceu à Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom) na tarde desta terça. O secretário, que classificou o crime como uma "excepcionalidade", afirmou, ainda, que a polícia tenta recuperar a memória de câmeras que foram quebradas para auxiliar nas investigações.

A funcionária que estava de folga no dia do crime também foi chamada para prestar depoimento na delegacia, mas, segundo os policiais, não foi reconhecida pelo suspeito.

Mais conteúdo sobre:
Violência São Paulo Metrô

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.