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Polícia prende no ABC Paulista um dos líderes do PCC

Márcio Vital dos Santos, conhecido como Tucano, foi detido em operação da Delegacia Seccional de São Bernardo do Campo

Atualizado às 21h07

SÃO PAULO - A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta sexta-feira dois criminosos que a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) afirma serem da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC), liderando de fora das unidades prisionais ações da facção no Estado e no País.

Durante a manhã, policiais cumpriram mandados de prisão em Santo André contra Márcio Vital dos Santos, de 36 anos, conhecido como Tucano, e em Osasco, na Região Metropolitana, para prender Alexsandro Gerônimo, de 34 anos, o MK.

Segundo Carlos Alberto da Cunha, titular da Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise), a dupla ocupava cargos de "sintonia fina nacional", representando os interesses de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da facção.

Os dois eram as autoridades do PCC na rua e davam ordens para o restante da facção. "O cargo deles nasceu para aliviar o comando preso. Eles ganharam autonomia e em uma série de ações não tinham necessidade de se reportar. Como a comunicação estava exígua, eles tiveram a necessidade de ampliar os poderes na rua", explicou.

Os cargos nasceram por causa de medidas do Estado, como bloqueadores de celular e escutas, que dificultaram a comunicação entre os criminosos. Outras 23 pessoas foram presas na operação desta sexta. Também foi fechada uma autoescola que emitia carteiras de habilitação falsas. A investigação começou em 2013, quando 40 pessoas foram presas.

Vital e Gerônimo ascenderam na facção há seis meses, com a implementação dos bloqueadores. "O grande forte da facção é a comunicação. Entendemos que, pela atuação e repressão constante com bloqueadores, a tendência é que a organização se enfraqueça", disse Cunha.

O secretário estadual da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, classificou a ação da Polícia Civil como "um duro golpe na facção". Cunha acredita que os líderes presos não são de fácil substituição. No entanto, ainda há outros líderes do PCC foragidos e no exterior, comandando o tráfico de drogas. A facção tem integrantes no Paraguai. / COLABORARAM MARCELO GODOY E FELIPE CORDEIRO