Polícia prende dois suspeitos de pedofilia em escola de Guarulhos

Menores seriam assediados com dinheiro e oferta de aumento das notas escolares. Inquérito já identificou 28 vítimas - quatro delas teriam praticado sexo com os suspeitos

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2014 | 16h03

SÃO PAULO - A Polícia Civil prendeu na manhã desta segunda-feira, 7, um professor e um diagramador suspeitos de pedofilia em uma escola pública de Guarulhos, na Grande São Paulo. Os dois e um outro professor, preso em fevereiro, trocariam imagens de alunos entre 15 e 18 anos sem roupa. Os menores seriam assediados com dinheiro e oferta de aumento das notas escolares. O inquérito já identificou 28 vítimas - 4 delas teriam praticado sexo com os suspeitos.

O primeiro a ser preso, em 17 de fevereiro, em flagrante, foi o professor Cleilson de Sousa Feitosa. Na casa dele foram encontrados 30 CDs com imagens eróticas de menores, identificados pelo nome e série. Na casa dos detidos nesta segunda-feira, o professor Vitor Leite da Silva e o diagramador Osneide Alves de Moura, a polícia não encontrou nada. No entanto, policiais já haviam reunido mensagens dos três trocando pornografia infantil. A reportagem não localizou os advogados dos suspeitos.

"Todos (os menores) foram unânimes e afirmaram que o professor (Silva) falava para os alunos que eles tinham de sentar de perna aberta na primeira fila se quisessem melhorar as notas ou passar de ano. Eles tinham de entregar com o trabalho escolar um CD (com fotos dos próprios alunos)", disse a delegada Ancilla Vega, da Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o inquérito, Silva e Feitosa teriam tido relação sexual com quatro alunos. A investigação aponta que Silvia pediria as fotos para os estudantes e, depois, compartilhava com os outros dois envolvidos. De acordo com a polícia, o diagramador pedia para Feitosa intermediar o contato com os estudantes. Silva teria oferecido R$ 300 para ter relações sexuais com um rapaz, o que foi rejeitado.

A investigação começou quando um pai procurou a polícia, depois que passou a desconfiar que o filho havia sido cooptado pelo tráfico de drogas por aperecer em casa com dinheiro e presentes. A irmã da vítima encontrou mensagens do Facebook em que ele conversava com os suspeitos. Até agora, a polícia não encontrou indícios que o material pornográfico fosse repassado a outras pessoas, além dos três presos.

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