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Polícia prende dois acusados de assaltar e atear fogo em dentista em São José dos Campos

Além deles, três adolescentes participaram do crime, segundo delegado; menina de 15 anos denunciou comparsas

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

27 Junho 2013 | 15h32

SÃO PAULO - A polícia esclareceu a morte do dentista Alexandre Peçanha Gaddy, queimado em seu consultório em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, há exatamente um mês, em 27 de maio. Ele morreu no hospital no dia 3 de junho. Dois homens foram presos preventivamente e três adolescentes foram identificados, segundo o delegado seccional de São José dos Campos, Leon Nascimento Ribeiro. 

Uma menina de 15 anos confessou a participação no crime. Ela contou à polícia que ficou na porta do consultório enquanto seus comparsas entraram no imóvel. O dentista estava sozinho - sua secretária já havia saído do local.

Segundo depoimento da garota, os bandidos jogaram álcool no corpo de Gaddy e passaram a ameaçá-lo para que ele falasse se havia ou não dinheiro no interior do consultório. "Durante essa ação, segundo a adolescente contou, o fogo foi ateado por acidente", afirmou Ribeiro. Um adolescente de 16 anos teria colocado fogo na vítima.

Todos os cinco suspeitos - dois homens e três adolescentes - foram ouvidos pela polícia. Apenas a menina confessa o crime. Os dois adultos estão presos na cidade de Caçapava, no interior de São Paulo. De acordo com Ribeiro, provas estão sendo colhidas e serão encaminhadas ao Ministério Público.

Outro caso. O caso de Gady ocorreu pouco mais de um mês após a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza ser queimada viva em seu consultório em São Bernardo do Campo. Os bandidos teriam se irritado porque ela só tinha R$ 30. Quatro acusados pelo crime estão presos.

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