Polícia Militar
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Polícia prende Capuava, um dos líderes do PCC em SP

Homem estava em sítio em Mogi das Cruzes, região metropolitana, onde foram encontrados dois fuzis e munições. Capuava havia sido preso com 1,6 tonelada de cocaína em 2015, mas acabou solto pela Justiça

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S.Paulo

19 Março 2018 | 19h01

A Polícia Militar prendeu seis pessoas envolvidas com o crime organizado e o tráfico de drogas, entre elas Wellington Xavier dos Santos, o Capuava, de 53 anos, que era considerado foragido da Justiça. Ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ele é apontado como importante liderança do tráfico em São Paulo e já chegou a ser preso, em julho de 2015, com 1,6 tonelada de cocaína, mas acabou sendo solto pela Justiça.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, equipes do 17.º Batalhão da PM receberam informações sobre a presença de uma quadrilha em um sítio em Mogi das Cruzes, na região metropolitana, no domingo, 18. Na Rua Antonio Gomes Faria, na Vila Mathias, as guarnições se depararam com oito pessoas, que fugiram em uma caminhonete. O veículo, no entanto, acabou capotando após perseguição, e cinco dos envolvidos foram detidos no local. Outros três fugiram para um matagal.

Com apoio do helicóptero da PM, um sexto suspeito foi encontrado e preso. Levados ao Hospital Luzia de Pinho Melo, todos os capturados foram liberados à autoridade policial após os primeiros socorros, segundo a secretaria. Capuava supostamente estava dirigindo o veículo e usava um documento falso. 

A polícia informou ainda que equipes do Canil do 32.º Batalhão foram até um sítio e encontraram dois fuzis, de calibres 7.62 e .22, dezenas de munições de calibre 7.62 e uma submetralhadora 9 milímetros, entre outros equipamentos. O armamento estava escondido no meio das raízes de uma árvore, nos fundos do terreno.

A Secretaria acrescentou que integrantes do Comando e Operações Especiais (COE), da PM, com investigadores da Polícia Civil, continuam as buscas para encontrar e deter os outros dois foragidos.

Histórico. Ligado ao PCC, Capuava havia sido preso em julho de 2015, em uma casa na zona rural da cidade de Santa Isabel, no interior. Com o grupo, na ocasião, foram apreendidos 1,6 tonelada de cocaína pura e 898 quilos de produtos usados na mistura da droga. Na época, o então secretário da Segurança Pública de São Paulo, Alexandre de Moraes, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que Capuava era o maior traficante do Estado.

Em agosto daquele ano, o desembargador Otavio Henrique de Sousa Lima determinou, por meio de habeas corpus, que o homem respondesse às acusações em liberdade. No despacho, ele considerou que as provas apresentadas pela Polícia Civil sobre a participação de Capuava nos crimes não eram suficientes para mantê-lo preso preventivamente.

Após investigação do TJ, que encontrou outras decisões suspeitas de Lima, ele foi aposentado compulsoriamente em setembro de 2016. Uma nova ordem de prisão chegou a ser expedida, mas foi revogada em 2017. A polícia não informou por qual caso Capuava era considerado foragido.

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