GABRIELA BILO / ESTADAO
GABRIELA BILO / ESTADAO

Polícia prende 6 por suspeita de fraude em bilhete único

Grupo foi ouvido na Delegacia do Metrô e liberado em seguida; inquérito foi instaurado para apurar o caso

O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2017 | 13h56

SÃO PAULO - A Polícia Civil deteve seis pessoas suspeitas de cometerem fraudes com bilhetes únicos na capital nesta quinta-feira, 12. O grupo foi ouvido na Delegacia do Metrô, mas depois foi liberado. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso, e os bilhetes apreendidos foram encaminhados para a perícia.

A prisão aconteceu no mesmo dia em que a São Paulo Transporte (SPTrans) anunciou um balanço de 90 mil cartões de bilhete único cancelados desde abril de 2016 por causa de fraudes. Só neste ano, houve 9,9 mil bloqueios nos 11 primeiros dias. Por causa da ação, centenas de usuários do transporte público na capital que tiveram o bilhete desativado lotaram o posto da SPTrans na Rua 15 de Novembro, no centro da cidade, para resolver o problema.

Na quinta, o secretário municipal de Transportes,  Sérgio Avelleda, afirmou à Rádio Estadão que reconhece o problema. “A SPTrans fez um bloqueio muito forte e ontem (quarta-feira) não teve capacidade de atendimento. Eu já publicamente pedi desculpas, esse não é nosso padrão de serviço, não é o nosso padrão de atendimento”, disse.

Avelleda explicou que há vários pontos de venda clandestinos comercializando bilhetes frios. “Bilhetes que as pessoas recebem, creditam em um cartão, mas o dinheiro não chega à SPTrans.”

De acordo com Avelleda, a fraude está causando um “desequilíbrio na conta do sistema dos transportes de ônibus”. “Vamos atuar muito duramente para impedir a ação desses fraudadores que estão sangrando o orçamento da Prefeitura.”

Ouça a entrevista do secretário municipal de Transportes, Sérgio Avelleda, à 'Rádio Estadão':

Mais conteúdo sobre:
Polícia Civil SPTrans Rádio Estadão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.