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Polícia pedirá apreensão de suspeito de matar organizador de 'rolezinho'

Laura Maia de Castro - O Estado de S. Paulo

09 Abril 2014 | 15h 21

Delegado José Manoel Lopes considera autoria do crime esclarecida e afirma que levará o caso ao conhecimento da Vara da Infância e Juventude

SÃO PAULO - A Polícia Civil deve pedir até sexta-feira, 11, para a Justiça expedir uma ordem de apreensão contra o adolescente de 16 anos suspeito de matar o estudante Lucas de Lima, de 18 anos, durante uma briga em um baile funk na zona leste da cidade na madrugada de sábado, 5. Lima tinha mais de 56 mil seguidores no Facebook e ficou conhecido por organizar o "rolezinho" no Shopping Metrô Itaquera, em janeiro deste ano.

De acordo com o delegado do 64.°DP (Cidade A E Carvalho), José Manoel Lopes, a autoria do crime já foi esclarecida. "Até sexta-feira, vamos levar o caso ao conhecimento da Vara da Infância e Juventude para que eles possam expedir um mandado de busca e apreensão desse menor, que está no Rio Grande do Sul", disse Lopes.

Na tarde desta quarta-feira, 9, o delegado disse que aguarda o resultado do exame de corpo de delito da menina que afirmou ter sido agredida por Lima antes da briga no baile funk e que ainda estão previstos três depoimentos.

Caso. Amigos de Lima disseram que o jovem foi agredido até a morte durante um baile funk na Rua Terra Brasileira, no bairro Cidade AE Carvalho, depois de paquerar uma menina que estava acompanhada de outro rapaz. "Parece que o rapaz deu uma voadora nele, que caiu no chão e foi chutado pelos outros amigos (do suposto agressor)", disse o amigo de Lima, Fabio Oliveira, de 23 anos.

Entretanto, nesta terça-feira, 9, a menina de 18 anos, que pediu para não ser identificada, disse à polícia que Lima provocou a briga no baile funk e acabou batendo a cabeça no chão. Ela contou que seu acompanhante, um aspirante a jogador de futebol de 16 anos tentou impedir que Lucas a forçasse a ficar com ele e a defendeu de uma agressão do jovem, que estaria bêbado.

Lima chegou a ser levado ao Hospital Alípio Correa Neto, mas já chegou à unidade sem vida. Ele sofreu parada cardiorrespiratória.

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