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Polícia investiga se esquartejado de Higienópolis é motorista de 55 anos

O Estado de S. Paulo

08 Abril 2014 | 11h 37

Vítima foi reconhecida por familiares após reconstituição de rosto por computador; partes do corpo foram encontradas no Cemitério da Consolação e cabeça, na Sé

SÃO PAULO - O Instituto de Criminalística (IC) realiza exames de DNA para confirmar se partes de um corpo esquartejado encontrado em Higienópolis, e uma cabeça humana,  deixada na Sé, na região central de São Paulo, são do motorista aposentado Álvaro Pedroso, de 55 anos.

Ele desapareceu em 22 de março, segundo familiares. No dia seguinte, foram encontrados três sacos deixados em pontos diferentes próximo ao Cemitério da Consolação, com pernas, braços e troncos da vítima. No dia 27, uma cabeça foi encontrada na Praça da Sé por um morador de rua.

A cabeça foi analisada por uma equipe do Laboratório de Arte Forense da Polícia Civil, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). Um retrado falado,  feito por computador com fotos da cabeça e uma tomografia do crânio, foi comparado com as carecterísticas de desaparecidos registrados em boletins de ocorrência. A família da vítima, moradora da zona sul da capital, foi então chamada, e eles reconheceram a imagem.

Para a polícia, a mulher da vítima contou que seu marido saiu de casa para se encontrar com a amante e desapareceu. Os parentes suspeitam que ele tenha sido morto a mando da amante, por vingança.

Agora, o DHPP busca a amante do motorista e tenta descobrir se ela tem alguma ligação com um morador de rua, preso na sexta-feira, na Bela Vista. João Eduardo Jerônimo, de 29 anos, confessou que espalhou partes do corpo em Higienópolis, dentro de sacolas plástica, após receber R$ 30 de uma pessoa ainda não identificada. Ele nega, porém, ter matado ou esquartejado a vítima. A cabeça teria sido deixada por outra pessoa, segundo o suspeito.