Quadrilha presa por escavar túnel é suspeita de ataques no Paraguai

Grupo de bandidos que tentava chegar ao cofre do Banco do Brasil teria atuado, segundo a polícia, em furtos no país vizinho ligados à facção criminosa PCC

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2017 | 14h02

Correções: 04/10/2017 | 16h32

A Polícia Civil de São Paulo investiga a participação de uma quadrilha presa, após escavar um túnel até um cofre do Banco do Brasil, na zona sul da Capital, em outros assaltos no País e no exterior. Entre eles, está o ataque a uma transportadora de valores no Paraguai, atribuído à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ao todo, 16 integrantes foram presos, incluindo os líderes Alceu Ceu Gomes Nogueira, de 35 anos, e Fernando Augusto Santiago, de 40. "Acreditamos que eles estão envolvidos em outros furtos a bancos, como até o assalto ao Banco Central e àqueles cofres de penhora da Avenida Paulista", afirmou o delegado Fábio Pinheiro Lopes, titular da Delegacia de Roubo a Bancos, do Departamento de Investigações Criminais (Deic).

"Alceu também é un dos mentores do roubo da Prosegur, do Paraguai", disse o delegado, responsável pelas investigação que prendeu o bando. "A gente só vai conseguir comprovar isso agora, com as investigações."

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Até o momento, no entanto, os policiais não conseguiram informações de que o bando estaria diretamente ligado ao PCC, como mensagens da facção ou autodeclaração dos presos. "Mas pode ser que tenham envolvimento, sim", afirnou Lopes.

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Segundo as investigações, o cálculo da quadrilha era que fosse possível furtar cerca de R$ 1 bilhão por meio do túnel escavado - cada integrande ficaria com R$ 50 milhões. A Polícia Civil acredita que haja ao menos quatro foragidos, mas nenhum com cargo de liderança. "Faziam trabalhos menores, de tatuzeiros, por exemplo."

Com equipamentos sofisticados, a quadrilha havia terminado a escavação do túnel e dado início à implantação de trilhos, para retirar o dinheiro. Dez carrinhos seriam usados no ataque.

O cálculo da polícia é de que o bando investiu cerca de R$ 4 milhões na ação. Os bandidos teriam feito uma vaquinha, de R$ 200 mil para cada.

 

Correções
04/10/2017 | 16h32

Texto atualizado na quarta-feira, 4, para corrigir o nome da transportadora de valores assaltada no Paraguai. Em sua fala, o delegado Fábio Pinheiro Lopes se referia à empresa Prosegur, e não Protege.

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