Pneu fura e caminhoneiro fica sem socorro

Pneu fura e caminhoneiro fica sem socorro

Motorista teve de fazer reparo sozinho, por falta de assistência da Dersa ou da Polícia Rodoviária

Bruno Ribeiro, O Estadao de S.Paulo

02 Abril 2010 | 00h00

Sem calçados, sem camisa e com manchas de graxa até os cotovelos, o caminhoneiro Antonio Marco do Nascimento, de 37 anos, dizia ontem que foi ele quem realmente "estreou" o Trecho Sul do Rodoanel.

Ele levava uma carga de tubos metálicos do Porto de Santos até uma fábrica em Cotia, na Grande São Paulo, e calculava que, pela nova pista, economizaria 40 minutos de viagem. O suposto tempo ganho foi gasto no próprio Rodoanel: um pneu furou e outro estourou cerca de dez quilômetros após entrar na pista. Ele passou esse tempo embaixo da carreta, fazendo reparos.

Nascimento é o motorista típico que seria tirado do centro da capital com a inauguração do Trecho Sul. Se não fosse a nova pista, ele seguiria pela Rodovia dos Imigrantes até a Avenida dos Bandeirantes e, de lá, pegaria a Marginal do Pinheiros, para acessar a Rodovia Raposo Tavares.

"Aqui tem outra vantagem: tem menos estresse", disse, ao se referir ao trânsito da capital.

Nascimento trocou sozinho os dois pneus do veículo. Disse que nenhum veículo da Polícia Militar Rodoviária ou da empresa estadual Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), responsável pelo Rodoanel, prestaram socorro.

Divisão. Os bairros Batistini e Alvarenga, em São Bernardo, vizinho ao Rodoanel, foram cortados pela pista. Não há muretas separando a via do bairro. Ontem, havia crianças brincando nas margens da rodovia.

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