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PM usa bombas para dispersar público na Vila Madalena

- Atualizado: 30 Janeiro 2016 | 17h 13

Confusão começou por volta das 2h; policiais formaram bloqueios para impedir que frequentadores voltassem para região

A Polícia Militar usou bombas de efeito moral para dispersar o público da Vila Madalena, na madrugada deste sábado, 30, antes mesmo de o carnaval de rua oficial começar em São Paulo. A confusão começou por volta de 2 horas, se espalhou pelas Ruas Belmiro Braga, Horácio Lane e Inácio Pereira da Rocha e terminou às 3 horas. O público era formado principalmente por jovens. 

"A gente escutou barulho de bomba, e o dono e a dona do bar onde estávamos na Rua Horácio Lane subiram na laje e pediram para a gente descer para evitar o efeito das bombas. Estava tudo bem. Não tinha fumaça", contou o psicólogo Kauê Freitas, de 26 anos. Eles temiam bombas de gás lacrimogêneo. 

Os policiais enfileirados formaram bloqueios nas ruas do bairro para impedir que os frequentadores voltassem para a região onde ficam concentrados bares, como as Ruas Aspicuelta, Fidalga e Wisard. Freitas relata que em um posto de combustíveis na Rua Inácio Pereira da Rocha havia uma fileira de motocicletas da Rocam. "A rua foi esvaziada totalmente", disse.

A estudante de Fotografia Martha Salomão de Moraes, de 20 anos, contou que um bloqueio formado por PMs na Rua Aspicuelta com a Fradique Coutinho complicou a volta para casa, a poucas quadras da Vila Madalena, em Pinheiros. "Os policiais começaram a avisar que teria toque de recolher, começaram a fechar as ruas. Meu amigo mora na Rua Fradique Coutinho e não conseguíamos chegar até a casa dele", contou.

Segundo a jovem, por volta de 0h30, a PM impedia o deslocamento com garrafas. "Os policiais começaram a barrar todo mundo e não tinha por onde sair. A única saída era apenas no sentido da Rua Teodoro Sampaio. Não tinha como volta para a Vila", disse Martha. "Os policiais foram tranquilos, mas não deixavam passar de jeito nenhum."

Um morador da Vila Madalena, que não quis se identificar, apoiou a ação da Polícia Militar. "A PM tem de agir. Não tem outro jeito. Caso contrário, o pessoal não vai embora", afirmou. "Tudo isso aconteceu sem que o carnaval tivesse começado de fato, o que nos preocupa muito."

A SSP, em nota, informou que "PMs foram agredidos com pedras e garrafas". "Um policial foi agredido por um homem armado com um pedaço de madeira com pregos." Isso levou a polícia a recorrer ao "uso progressivo da força para evitar novas agressões e depredações". Um homem foi levado ao 14.° Distrito Policial, onde foi feito boletim de ocorrência por desacato, desobediência, resistência, dano qualificado e lesão corporal. Uma mulher que ofendeu policiais foi conduzida à delegacia por desacato.

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