PM foi responsável por tumulto na Paulista, afirma sindicalista

Presidente do Sindicato dos Metroviários, detido durante manifestação que pedia a redução na tarifa do transporte público, disse que Estado deveria cobrar PM

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

07 Junho 2013 | 16h41

SÃO PAULO - O presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Junior, disse que se o Estado quiser cobrar alguém pelos danos causados ao Metrô durante o protesto pela redução da tarifa ocorrido nessa quinta-feira, 6, que mande a conta para a Polícia Militar. "O protesto naquele horário (por volta das 20h30) e naquele local (Avenida Paulista) seguia tranquilo até a chegada da polícia, que jogou bombas nos manifestantes", disse o sindicalista.

Prazeres Junior foi detido para averiguação durante o protesto após se identificar como presidente do Sindicato dos Metroviários. Ele ficou até as 3h desta sexta-feira na carceragem do 78.° DP (Jardins), quando foi liberado sem nenhuma acusação. O sindicalista fez duras críticas à atuação da PM na repressão do protesto, que classificou ter sido feita "com fígado" pelos policiais. "O protesto, como algo coletivo, foi pacífico. Ocorreram alguns excessos. A ação da PM, também de forma coletiva, foi truculenta. O papel da PM não é criar tumultos. É evitar que os tumultos ocorram, assim como os seguranças do Metrô são treinados para fazer."

O presidente do sindicato aproveitou para se solidarizar aos agentes de segurança do Metrô que ficaram feridos ao tentar evitar que o patrimônio público fosse depredado. Prazeres afirmou, também, que o sindicato colabora com o Movimento Passe Livre, mas não é uma liderança. Nessa quinta, segundo ele, oito representantes do sindicato estavam na manifestação. Eles procuraram abrigo dentro do shopping Pátio Paulista quando a PM avançou na Praça Oswaldo Cruz, mas ele ficou de fora. A detenção ocorreu após Prazeres, que ficou do lado de fora do shopping, procurar o comando dos policiais para verificar que havia condições de segurança para os colegas saírem.

Apesar de se mostrar indignado com a detenção, o sindicalista disse que os policiais foram simpáticos com ele e não foram truculentos. Ele não analisou, por enquanto, se irá processar o Estado.

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