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PM evita confronto e 3º ato contra Copa acaba sem tumulto ou prisão em massa

Bruno Ribeiro, Fabio Leite e Mônica Reolom - O Estado de S. Paulo

13 Março 2014 | 23h 12

Foram mobilizados 2,3 mil policiais militares para acompanhar 1,5 mil manifestantes na passeata que percorreu as Avenidas Brigadeiro Faria Lima, Rebouças e Paulista; cinco pessoas foram detidas e os registros de vandalismo foram pontuais

SÃO PAULO - No terceiro protesto contra a Copa do Mundo, 2,3 mil policiais militares foram mobilizados em uma megaoperação para acompanhar 1,5 mil manifestantes pelas ruas de São Paulo. A passeata percorreu as Avenidas Brigadeiro Faria Lima, Rebouças e Paulista sem o registro de nenhum episódio de tumulto generalizado nem de prisões em massa. O ato começou às 19h15 no Largo da Batata, zona oeste, e terminou por volta das 23h desta quinta-feira, 13.

Uma agência do Banco do Brasil e a Estação Trianon-Masp do Metrô foram depredadas. Um coquetel molotov, segundo a PM, foi lançado por manifestantes. Cinco ativistas foram detidos. Três foram levados para 78.º Distrito Policial (Jardins) e dois para 14.º DP (Pinheiros). Havia menores entre os detidos. Um jovem disse que foi agredido por policiais. Houve discussão entre manifestantes e a população que acompanhava o protesto.

O tenente-coronel José Eduardo Bexiga informou que os detidos tinham estilingues e bolas de aço. “Nossa atuação foi exatamente a mesma de outras ocasiões. A polícia só atua quando há violência”, afirmou.

O “pelotão ninja”, especializado em artes marciais, foi convocado. Sem identificação nas fardas, 200 soldados ficaram de prontidão. Um policial informou que não houve tempo para costurar as identificações. O pelotão não precisou agir, diferentemente do que aconteceu no ato do dia 22 do mês passado, quando os PMs encurralaram e detiveram 262 manifestantes, com o mesmo efetivo usado na manifestação desta quinta.

Não houve uso de bala de borracha nem de bomba de efeito moral. Na Avenida Paulista, PMs que bloqueavam as pistas, quando confrontados por black blocs na frente do prédio da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp), abriram o caminho. Após a tensão na altura do Masp, cerca de 400 manifestantes seguiram pela Rua Vergueiro até o centro, onde dispersaram na Praça da Sé.

Estratégia. De acordo com o tenente-coronel Eduardo Almeida, foi planejado "o uso escalonado da força". A marcha deixou o Largo da Batata por volta das 19h15 e transcorreu pacificamente na maior parte do percurso. Organizações sociais de defesa do transporte público, da saúde e da educação foram à passeata.

"Temos 30 coletivos (associações de pessoas com interesses em comum), como o Contra a Copa, o Fórum Popular de Saúde, a Uneafro e os Ciberativistas. Queremos protestar de forma pacífica na rua. Queremos uma manifestação sem violência, mas sabemos dos excessos da polícia nos atos de 25 de janeiro e 22 de fevereiro. Queremos que dessa vez seja diferente", disse Paulo Spina, do Fórum Popular de Saúde. Nesta quinta-feira, 13, a manifestação Não Vai Ter Copa teve a adesão do Movimento Passe Livre (MPL).

Ao longo do trajeto, um cordão da PM acompanhou a marcha pelos dois lados das avenidas. Um pelotão de moto seguiu à frente. Houve o reforço de um helicóptero Águia da PM. Policiais ficaram perto de lojas, bancos e postos de gasolina para evitar a ação de black blocs. Os manifestantes carregaram faixas e bandeiras e entoaram gritos contra a Copa que se misturavam a outras reivindicações, como "Brasil, vamos acordar! Um professor vale mais do que o Neymar" e "Ei, Fifa, paga minha tarifa!".

Apoio. A exemplo das manifestações de junho do ano passado, moradores da Avenida Rebouças colocaram ontem bandeiras brancas e acendiam e apagavam as luzes de suas sacadas em apoio ao ato. "Vem, vem pra rua vem. Não vai ter Copa", respondia o grupo.

Um manifestante, que não quis se identificar, disse que foi às ruas para protestar contra a corrupção. "Estou aqui por causa de toda essa roubalheira." Apesar de participar do protesto, outro ativista disse que vai acompanhar a Copa, que ocorre entre 12 de junho e 13 de julho. "Aos jogos do Brasil eu vou assistir, sim, mas só por causa dos meus amigos. Eu não estou de acordo com o que estão fazendo, de gastar nosso dinheiro com a Copa", afirmou.

Novo ato foi marcado para o dia 27, às 18h, na Avenida Paulista. / COLABOROU SÉRGIO QUINTELLA

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