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PM atira em colega e o mata ao confundi-lo com criminoso em Guarulhos

Soldado se dirigia a seu carro com uma arma na mão quando foi visto por outro policial na Avenida Paulo Faccini

Felipe Cordeiro, O Estado de S.Paulo

29 Janeiro 2018 | 18h19

SÃO PAULO - Um policial militar de folga atirou em um colega de profissão, que também estava de folga, e o matou na manhã desta segunda-feira, 29, após confundi-lo com um assaltante em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Segundo informações das Polícias Militar e Civil, o soldado Altieres Souza da Silva, de 33 anos, lotado no 31º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), de Guarulhos, deixou um bar na Rua Tapajós, no Jardim Barbosa, por volta das 5h30, com uma arma nas mãos, acompanhado de outro policial do 31º BPM/M. Ambos estavam à paisana.

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Os dois PMs se dirigiam aos seus respectivos veículos, que estavam estacionados próximo a uma drogaria na Avenida Paulo Faccini, quando foram vistos por um terceiro soldado da PM, lotado no 42º BPM/M, de Osasco, na região metropolitana de São Paulo.    Do outro lado da via e sem fardamento, o terceiro policial achou que Silva fosse assaltar o estabelecimento, aproximou-se e se identificou como PM.

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Ainda de acordo com a polícia, Silva se virou com sua arma em direção ao policial que o abordou. Este, então, efetuou disparos que atingiram o tórax do soldado. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Geral de Guarulhos (HGG), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Não foi divulgado se o policial que atirou no colega foi preso.

A Polícia Civil informou que o caso será investigado por meio de inquérito pelo 1° Distrito Policial (Centro) de Guarulhos. A corporação e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informaram que o registro da ocorrência ainda estava em andamento no fim da tarde desta segunda.

"Testemunhas foram ouvidas, e a equipe policial busca por imagens e outras testemunhas que possam colaborar com as investigações", declarou a SSP, em nota.

 

Já a Polícia Militar instaurou um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos. A Corregedoria da PM também acompanha as investigações.

A arma que Silva portava, uma pistola .40, pertencia à Polícia Militar. Já a que foi usada na ocorrência, também de calibre .40, era de propriedade particular e foi apreendida pela Polícia Civil. O soldado que acompanhava Silva também carregava uma pistola .40 pertencente à PM.

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