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Plantas vão substituir grafites na Avenida 23 de Maio

Prefeitura vai fazer paredes verdes ao longo da avenida; anúncio visa a reduzir críticas à guerra contra os pichadores

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

27 Janeiro 2017 | 18h18

SÃO PAULO - A gestão João Doria (PSDB) decidiu transformar as paredes cinzas da Avenida 23 de Maio em corredores verdes. A Prefeitura deve começar já na semana que vem o plantio de plantas, arbustos e flores nos muros que antes abrigavam grafites. O paredão do Hospital Beneficiência Portuguesa vai servir de exemplo.

Segundo o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Gilberto Natalini, a metragem completa ainda não está definida, mas a intenção da Prefeitura é cobrir boa parte dos quase 6 km de muros que até o início deste mês continham trabalhos de grafiteiros. 

"Há um anseio da população por mais verde na cidade de São Paulo e nossa obrigação é atender a esse anseio. Para isso, vamos usar de todas as maneiras, plantando árvores, arbustos, flores e fazendo paredes verdes", diz.

Natalini afirma que não apenas a Avenida 23 de Maio receberá esse tipo de ação, mas outros pontos da cidade que forem adequados. "Onde pudermos fazer, faremos, e sem a intenção de competir com outros trabalhos. A cidade é muito grande, tem lugar pra todo mundo." A secretaria estuda agora como financiar o projeto. De acordo com o secretário, parte dos recursos sairá do orçamento municipal e parte, poderá vir de doações.

A Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais também participa do projeto. As equipes de trabalho serão cedidas pela pasta. Já as mudas virão dos viveiros municpais - se precisar de complemento, o Sindicato das Empresas de Manutenção e Execução de Áreas Verdes Públicas e Privadas do Estado de São Paulo (Sindverde) já aceitou participar, inclusive com doação de adubo. 

Na gestão passada, de Fernando Haddad (PT), foram incentivadas paredes verdes nos prédios que cercam o Minhocão. De 2015 pra cá, já foram instalados sete jardins verticais em edifícios com empenas cegas (sem janelas). O projeto prevê dez no total.

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