NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Plano de Doria para 2020 terá de 60 a 80 metas

Menor do que o das duas últimas gestões, nº é considerado ideal pela Prefeitura; secretário diz que vai focar na qualidade

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

25 Janeiro 2017 | 03h00

SÃO PAULO - A gestão João Doria (PSDB) planeja apresentar em março um Plano de Metas mais enxuto, com aproximadamente 60 a 80 compromissos para serem cumpridos até 2020. O planejamento anterior, de Fernando Haddad (PT), teve 123 metas e o primeiro já formulado na cidade, por Gilberto Kassab (PSD), 223. Haddad cumpriu 54% das metas, índice praticamente igual ao de Kassab, que atingiu 55%.

A partir de fevereiro, de acordo com o governo, a população já poderá apresentar sugestões, que serão divididas em cinco eixos de desenvolvimento: social, econômico, humano, urbano e institucional. Segundo o secretário municipal de Gestão, Paulo Uebel, o foco da administração tucana será apresentar “metas-fim”, classificadas como ações de resultado. Uma “meta-meio”, segundo Uebel, é construir uma creche. Aumentar o número de vagas é uma meta-fim. “É isso o que importa para as mães. Se a creche é nova, reformada ou se é um convênio é indiferente, desde que tenha qualidade”, afirmou.

Responsável pela formulação do plano, Uebel assegurou que as metas a serem escolhidas pela gestão Doria serão amplas, porém regionalizadas e numéricas. O secretário prometeu que, diferentemente do plano de governo apresentado pelo tucano durante a campanha eleitoral, o Plano de Metas vai estipular a quantidade de quilômetros de corredores de ônibus novos, por exemplo, a serem construídos ou mesmo as novas vagas em creches.

“Pode-se ter poucas metas e não atingir nenhuma e ter muitas e atingir todas. O que importa é a qualidade das metas, não a quantidade. Fizemos um estudo que mostra que as melhores cidades do mundo para se viver têm de 60 a 80 metas estratégicas. Vamos seguir essa linha, com as melhores práticas mundiais. Pode ser que tenhamos um pouco mais, um pouco menos, mas sempre focados na qualidade.”

Audiências. A primeira versão desse planejamento deve ser divulgada até 31 de março, segundo define a Lei Orgânica. Em seguida, a Prefeitura é obrigada a fazer 38 audiências públicas para debater o plano com a população. “Vale dizer que mudanças podem ser feitas durante esse processo”, disse ontem o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Oded Grajew, durante evento de lançamento do Índice de Referência de Bem-Estar no Município de 2016 (Irbem). “O Irbem mostra que a população está insatisfeita, que o patamar da qualidade de vida é muito baixo em São Paulo.”

Desenvolvida em parceria com o Ibope, a pesquisa será levada em consideração no planejamento da gestão, afirmou Uebel – o índice atribuído à qualidade de vida na capital foi de 3,7, em uma escala de zero a dez. As áreas com pior avaliação são Desigualdade Social, com nota 3, e Transparência e Participação Política, com 2,7.

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