Pista abre com acesso incompleto e radares móveis

Pista abre com acesso incompleto e radares móveis

Falta terminar a pavimentação e a sinalização de ligação da Régis Bittencourt com o novo trecho. Polícia Rodoviária fará fiscalização

, O Estadao de S.Paulo

01 Abril 2010 | 00h00

Apesar de o governo estadual liberar as pistas do Trecho Sul para o tráfego às 6 horas de hoje, um acesso da Rodovia Régis Bittencourt ao Rodoanel ainda não está completo. Resta fazer a pavimentação, sinalização e outras melhorias. De acordo com a Secretaria Estadual dos Transportes, isso não impedirá o funcionamento da via e serão usados desvios.

A região ainda incompleta é a mesma onde três vigas de ponte sobre a Régis desabaram, em novembro de 2009, por falha no travamento do equipamento.

Antes da abertura das pistas, a Polícia Rodoviária Estadual fará uma varredura nos 61,4 quilômetros do tramo sul. O governo estadual garante que toda a sinalização horizontal (pintura nas pistas) e vertical (placas de orientação) estarão prontas. Haverá radares móveis da Polícia Rodoviária nos principais trechos das pistas.

Telefone. Ainda sob a administração da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), o usuário do Trecho Sul deve utilizar os telefones de contato com a empresa estatal, através do Centro de Informações da Dersa. Em casos de carro quebrado, batida ou eventual incidente, o motorista deve ligar para 0800-7266300 ou (11) 3702-8403. Também pode ser utilizado o 0800-0555510, do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

É preciso tomar cuidado com animais silvestres que possam invadir as pistas. Apesar de a obra contar com caminhos especiais para a fauna cruzá-las por baixo da pista, alguns animais podem transitar pelo local. Em caso de avistar algum bicho, aconselham especialistas, diminua a velocidade e sinalize para os veículos próximos.

Acessos. Pelo Trecho Sul, o acesso à Rodovia Anchieta é feito no km 25, no sentido litoral, e 26, no sentido capital. Os da Imigrantes ficam nos kms 24 e 25. Entre a Anchieta e a Imigrantes, há 6,9 quilômetros de distância. Entre a Imigrantes e a conexão com o Trecho Oeste e a Régis, são mais 42 quilômetros. O Trecho Oeste tem 32,6 quilômetros e liga a Régis à Raposo Tavares, Castelo Branco, Bandeirantes, Anhanguera e Avenida Raimundo Pereira de Magalhães.

Quem mora na Lapa, zona oeste da capital, e quer ir ao litoral sul tem como opção acessar o Trecho Oeste pela Anhanguera ou Castelo Branco, entrar no tramo sul e sair na Imigrantes rumo à Baixada Santista. Ao sair da alça oeste, terá de pagar pedágio de R$ 1,30. Na asa sul, percorrerá 42 quilômetros até a Imigrantes.

Alphaville. Cálculos da Secretaria dos Transportes mostram que o motorista que estiver próximo da Anchieta e tenha como destino Alphaville ou Osasco, na região oeste, gastará 50% menos tempo se deslocando. A viagem de 1 hora e 20 minutos deverá cair para 40 minutos.

Para quem vem do interior pela Rodovia dos Bandeirantes e quer acessar a Anchieta para chegar ao litoral, ou vice-versa, terá uma viagem 43% mais curta, segundo a Dersa, responsável pelas obras. O deslocamento que hoje dura cerca de 1 hora e 20 minutos deverá baixar para 45 minutos.

Já o morador da Vila Mariana ou do Ipiranga, na zona sul, ou de bairros da zona leste que forem ao litoral tem como melhor opção ir direto para a Anchieta ou Imigrantes por avenidas da cidade. Se o motorista dessas localidades tiver como destino o interior, vai andar menos quilômetros cruzando avenidas da capital até chegar às rodovias de acesso ao interior do Estado do que se entrar no Sistema Anchieta-Imigrantes para acessar os Trechos Sul e Oeste, que cruza essas estradas.

A Dersa estima que, da Régis Bittencourt até a Anchieta, a viagem que antes durava cerca de 1 hora e 30 minutos será diminuída para 28 minutos, uma redução de 69%.

Gargalo. Para o consultor em Engenharia Urbana Luiz Célio Bottura, o primeiro teste de fogo do Trecho Sul será complicado. "Vai vir muita gente do interior achando que todos os problemas estão resolvidos. Mas a estrada não está razoavelmente acabada. Então, vai ser uma confusão, especialmente na volta, já que muita gente vai fazer a subida junto, no domingo", prevê.

Bottura acredita que a principal deficiência do projeto são as alças de acesso às principais rodovias. "Os gargalos vão estar nas entradas, em todas as rodovias de entrada", afirmou.

O professor de Engenharia de Transportes da Universidade de São Paulo (USP) Coca Ferraz avalia que o Trecho Sul servirá tanto para diminuir o tempo de viagem de quem vai do interior para o litoral quanto para desafogar o trânsito congestionado da Marginal do Pinheiros e da Avenida dos Bandeirantes. "Como muita gente vai optar por pegar o Rodoanel, é possível que haja uma redução do fluxo de veículos na Avenida dos Bandeirantes. Então, para quem está dentro do círculo, talvez valha mais a pena seguir por esse caminho tradicional. Mas tem de levar em conta a distância entre sua casa e as vias de acesso para saber o que é melhor", afirmou. / E.R. e R.B.

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