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Pior na saída, Rodovia Castelo Branco também travou na volta

O Estado de S. Paulo

21 Abril 2014 | 20h 36

Rodovia registrou 91 km de lentidão na tarde desta segunda-feira, 21; retorno do litoral também não foi fácil: viagem pela Tamoios durou 4 horas

SÃO PAULO - O retorno do paulistano do feriado prolongado voltou a ser marcado pelo excesso de veículos nas rodovias, tanto para os motoristas que regressaram do interior quanto para os que saíram do litoral.

A Rodovia Castelo Branco registrou 91 quilômetros de lentidão, às 17h40 desta segunda-feira, 21 - pior índice do dia. Já quem saiu do litoral e pegou a Rodovia dos Tamoios, que liga Caraguatatuba a São José dos Campos, levava em média quatro horas nesse trecho - ante 1 hora em dias normais.

O empresário Clayton Ferreira pegou a Castelo Branco no km 143, em Cesário Lange, às 14h30, e chegou ao Cebolão, na capital, às 17h30. Ele viajou à média de 50 km/h em uma rodovia que tem velocidade máxima de 120 km/h. "Viemos em câmera lenta", reclamou.

Em alguns momentos, o trânsito chegou a parar, segundo ele. Isso ocorreu no km 120, em Boituva, onde há um trecho em obras de terceira faixa, e no pedágio do km 74, em Itu. Também houve paradas no km 68, em Mairinque, no km 54, em São Roque, e do km 30 até o km 33, na cidade de Jandira.

Alguns dos maiores congestionamentos foram registrados nas rodovias federais. A Fernão Dias somou 52 km de lentidão ao meio-dia. Já a Rodovia Régis Bittencourt, na pista sentido São Paulo, apresentava 36 km de lentidão, às 19h, no trecho da Serra do Cafezal, entre os quilômetros 312 e 348.

A Rodovia Presidente Dutra somava 22 km de congestionamento nas passagens por Pindamonhangaba, Guaratinguetá e Guarulhos, já na Grande São Paulo. A concessionária passou a usar faixas reversíveis em um trecho de 20 quilômetros em Guarulhos.

Na Rodovia dos Bandeirantes, o motorista enfrentou mais de 30 quilômetros de trânsito congestionado em dois pontos, entre Campinas e São Paulo. O tráfego começou a parar à tarde, depois de um acidente em Itupeva. Ali, 20 quilômetros de lentidão foram registrados, entre os km 78 e 58. Com previsão de 850 mil veículos trafegando no Sistema Anhanguera-Bandeirantes durante o fim de semana prolongado, o fluxo intenso provocou pelo menos outros dois pontos de lentidão.

Litoral. Com calor e tempo bom, a maioria dos turistas que desceram para o litoral norte deixou para retornar à capital paulista nesta segunda - último dia do feriado prolongado. O movimento já era intenso pela manhã. A Operação Subida, prevista para começar às 11h, foi antecipada para as 9h por causa da quantidade de carros em todas as estradas do litoral.

Por volta de meio-dia, a Polícia Rodoviária orientava os motoristas para que pegassem a estrada mais tarde. Não adiantou. Na saída do Guarujá, o movimento era grande no início da tarde, com tráfego lento em um trecho de oito quilômetros. O trânsito também era ruim para quem deixou a cidade de Praia Grande. A Rodovia Padre Manoel da Nóbrega apresentava lentidão entre os quilômetros 292 e 287.

No final da tarde, a situação ficou mais tranquila. De acordo com a Ecovias, empresa que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), dos 332 mil carros que desceram a serra, apenas 50 mil ainda não haviam retornado às 18h desta segunda.

A viagem pela Rodovia dos Tamoios levava, em média, quatro horas, à tarde. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) implementou uma faixa adicional para facilitar a subida no trecho de serra. Em Praia Grande, o motorista dificilmente conseguia ultrapassar a velocidade de 10 km/h.

Na Rodovia Oswaldo Cruz, que liga Ubatuba a Taubaté, também havia lentidão à tarde, principalmente no trecho de nove quilômetros da Serra do Mar, que tem curvas em "V" e onde não existe acostamento. A viagem, que normalmente leva de 1h10 a 1h20, era feita em até 4h30.

Além do trânsito congestionado nas rodovias paulistas, o turista que passou o feriado em Ilhabela também precisava aguardar entre 2h30 e 3h na fila da balsa, que chegou a registrar 3 km de extensão, por volta das 17 horas. / REGINALDO PUPO e ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAIS PARA O ESTADO, e JOSÉ MARIA TOMAZELA, MÔNICA REOLOM e RICARDO BRANDT