Evelson de Freitas_Estadão
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'Periferia larga na frente no uso da bicicleta', diz Haddad

Prefeito diz que criou ciclovias no centro para aprender com erros e por dificuldade de fazer faixas na região

Entrevista com

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

14 Setembro 2014 | 02h01

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou ao Estado que implementou a política a partir do centro para aprender com erros e também pela dificuldade de fazer as faixas na região. Ele prometeu bicicletários e paraciclos nos terminais de ônibus da cidade e disse que a periferia já usa a bicicleta da forma como a região central poderia usar.

A política de implementação de ciclofaixa não poderia ter começado de fora para dentro da cidade?

Nós começamos pelo centro porque era a área mais difícil de ser feita uma malha. Nós começamos pelo mais difícil até para aprender com eventuais erros e expandir isso para toda a cidade. O centro é muito emblemático porque o desafio logístico não se encontra em nenhum outro lugar da cidade.

Existe algum plano de bicicletários em terminais de ônibus?

Existe. O projeto só se conclui no final de 2015. Até lá vamos ter muito trabalho pela frente, não só de implementação de ciclovias, como correção. Muitas vezes a sarjeta está irregular. Tem muita sinalização, educação no trânsito, paraciclos, bicicletários. Vai acontecer com a ciclovia algo muito parecido com que aconteceu com as faixas exclusivas. A oposição insistia que não havia planejamento até a conclusão dos trabalhos. Quando concluiu, perdeu o discurso. A oposição se perde por falta de visão de futuro. Ela está muito presa a um mundo que não existe mais.

A instalação de paraciclos e bicicletários depende da implementação dos 400 quilômetros de ciclovias?

Não. Isso é feito ao longo do programa de implementação. Para isso fazer sentido, eu preciso ter uma malha desenhada e aí a gente começa a observar o comportamento das pessoas e a instalar de acordo com a demanda.

Na periferia o uso acontece há muito tempo. O senhor acha que é o exemplo ideal para o centro ou são universos distintos?

Acho que periferia larga na frente porque usa a bicicleta de uma forma muito mais ampla do que estamos habituados a pensar agora no centro da cidade. Não é só usada para o lazer, é para tudo: no exercício físico, por questões ambientais, para chegar à estação de trem e metrô ou terminal de ônibus. Ela é usada de várias maneiras, e não da maneira que na verdade os moradores do centro acabaram se habituando a usar nas ciclofaixas de domingo.

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