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'Pensei que iam nos matar e jogar no mato', diz funcionário

José Maria Tomazela - O Estado de S. Paulo

07 Julho 2014 | 23h 00

Jovem trabalhava na Samsung e ia para o emprego na van que foi abordada pelos criminosos na noite deste domingo

Funcionário do setor de produção da Samsung, D., de 23 anos, ficou quatro horas sob a mira de armas, com outros seis trabalhadores que estavam na van tomada pelos bandidos para iniciar o assalto na fábrica da Samsung. Eram cerca de 23h30 do domingo e ele seguia para o trabalho no turno da noite. 

“A van parou, não sei se era em um semáforo, e três homens entraram, mandaram que a gente deitasse no chão e nos levaram, não sei para onde.” D, que falou com a reportagem com o compromisso de não ser identificado, disse que os três homens estavam encapuzados e portavam armas longas, “como essa aí da polícia”, disse, apontando para um policial com uma submetralhadora. Depois que os reféns deitaram, os bandidos os revistaram e tomaram os telefones celulares. 

Ele tentou levantar a cabeça e foi agredido com um tapa. “Será que, se puser isso, eles vão saber que fui eu quem falou?”, indagou, assustado. Ele contou ainda que alguns colegas chegaram a chorar e falaram dos filhos, pedindo compaixão aos bandidos. “Achei que eles iam nos matar e jogar no mato.” 

Cerca de quatro horas depois, segundo ele, os bandidos colocaram a van em movimento e eles foram deixados na estrada, em uma região de chácaras, no local conhecido como Macuco. A vítima compareceu no fim da tarde na delegacia para prestar depoimento, mas a oitiva foi adiada para quinta-feira. Segundo ele, os policiais informaram que ainda tinham mais de cem pessoas para ouvir.