Pedra bloqueia trecho da Rio-Santos

Deslizamento na encosta, na altura do km 455, em Angra, provocou queda da rocha; não há data definida para desobstrução total

Bruno Boghossian, ANGRA DOS REIS, O Estado de S.Paulo

14 Abril 2010 | 00h00

 

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) espera liberar ainda esta semana o trecho da Rodovia Rio-Santos (BR-101 Sul) que foi bloqueado por uma pedra de 120 toneladas, na altura do km 455, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. O deslizamento da encosta às margens da via aconteceu por volta de 1h40 de ontem e provocou a queda da pedra.

Técnicos reconheceram, no entanto, que há risco de novos deslizamentos e não estabeleceram um prazo específico para a desobstrução das pistas. Uma das faixas de acostamento foi liberada ontem à tarde em sistema de pare e siga, mas as rochas só devem ser dinamitadas hoje. As obras de recuperação do trecho podem levar até seis meses.

Após a queda da rocha, a passagem de veículos ficou interrompida e teve de ser desviada pelo acesso a um hotel e pela RJ-155. Às 14 horas, o tráfego foi parcialmente liberado.

Não chovia forte em Angra desde sexta-feira, mas água e lama ainda escorriam pela encosta de onde a pedra caiu. De acordo com o engenheiro do Dnit que coordena o trabalho de desobstrução da rodovia, Arysson Siqueira Silva, o solo ficou encharcado pela chuva que caiu no Estado na semana passada. "Essa encosta é formada por pedras soltas no meio da terra e por pedras fraturadas. Quando a água se acumula ali, o terreno fica extremamente instável", explicou.

Segundo o supervisor regional do Dnit em Angra dos Reis, Wanderson Lopes, o bloqueio da pista não representa riscos a possíveis operações de evacuação das usinas nucleares Angra 1 e 2, uma vez que a Rio-Santos pode ser usada em caso de acidentes. "O local do bloqueio está fora do raio das ações de emergência para esses casos", disse.

O engenheiro do Dnit explicou que o trabalho de detonação das pedras será feito com cautela, pois a explosão pode causar novos desmoronamentos. "Ainda há pedras soltas na encosta que podem cair."

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