Pedido após tragédia, curso sairá do papel

Um pedido dos parentes das 199 vítimas do acidente da TAM, há cinco anos, deve sair do papel no ano que vem. Trata-se de um centro com cursos de capacitação de aviação. O espaço será gerido pelo Centro Paula Souza. Pelo projeto proposto pela entidade, o programa oferecerá cursos de um semestre sobre segurança, logística aeroportuária, transporte e armazenamento de carga e atendimento ao público.

/ ARTUR RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2012 | 03h02

A princípio, as aulas serão dadas em uma unidade do Via Rápida Emprego, programa estadual que oferece cursos básicos de qualificação profissional, de acordo com a demanda de cada região. O espaço, a ser construído, deverá funcionar em área cedida pela Prefeitura, perto do Aeroporto de Congonhas, na zona sul. O endereço, porém, não foi informado pela administração até as 20h30 de ontem.

A melhoria da segurança é uma das bandeiras da Associação dos Familiares e Amigos do Voo TAM JJ3054 (Afavitam). "Esse curso é um início positivo. O que ficou costurado é que, inicialmente, um desses de Via Rápida, de 6 meses de duração, seria mais viável", afirmou Archelau Xavier, vice-presidente da entidade.

Ele diz que a associação tem se reunido com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Centro de Investigação de Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) e outros órgãos para articular medidas que ajudem a diminuir o risco para os passageiros.

Justiça. Outra exigência dos parentes de vítimas é a punição dos apontados como responsáveis pelo acidente. Denunciados pelo Ministério Público Federal há um ano, a ex-diretora da Anac Denise Abreu e os ex-diretores da TAM Alberto Fajerman e Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro negam qualquer responsabilidade pelo acidente. Os três respondem por "atentado contra a segurança no transporte aéreo".

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