Pedalinho afunda no Rio e é interditado

Casal se jogou nas águas da Lagoa Rodrigo de Freitas quando percebeu naufrágio; rapaz que tentou ajudar também quase se afogou

ALEXANDRE RODRIGUES / RIO, O Estado de S.Paulo

12 Dezembro 2011 | 03h03

O naufrágio de um pedalinho na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul do Rio, levou o Corpo de Bombeiros a interditar o serviço de aluguel dessas pequenas embarcações na noite de sábado. Três pessoas tiveram de ser resgatadas das águas da Lagoa por causa do acidente, que assustou os frequentadores.

Com a instalação da árvore luminosa de Natal no espelho d'água da Lagoa, as duas empresas autorizadas estendem o serviço de pedalinhos até a noite, programa que tradicionalmente atrai muitos cariocas em dezembro. Rodrigo Guilherme Moraes, de 19 anos, e Letícia Graziela Araújo, de 16, embarcaram em um dos pedalinhos para apreciar a árvore de perto. Já distante do deque, o casal começou a gritar ao perceber que o pedalinho estava afundando.

Eles se jogaram na Lagoa para tentar nadar e a embarcação naufragou em seguida. Um jovem que estava em um outro pedalinho se atirou na água na tentativa de ajudar as vítimas, mas também começou a se afogar. Os três foram resgatados por pessoas que estavam nas margens da Lagoa.

Eles foram atendidos no Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, e liberados em seguida em bom estado de saúde. A operação dos pedalinhos foi suspensa ainda na noite de sábado por bombeiros do Grupamento Marítimo (G-Mar), responsáveis pela autorização e fiscalização do serviço. A interdição frustrou muitas crianças no domingo de sol.

Segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros fará uma vistoria no local do acidente nesta semana.

O caso foi registrado na delegacia da Gávea (15.° DP), que abriu inquérito para investigar as circunstâncias e as responsabilidades pelo acidente. O dono da empresa que faz o serviço prestou depoimento no distrito, mas não quis dar entrevista.

A Polícia Civil informou que já pediu ao Corpo de Bombeiros a retirada do pedalinho do fundo da Lagoa para que seja realizada uma perícia.

Além de avaliar se os equipamentos estavam em bom estado ou se houve negligência por parte da empresa que aluga os pedalinhos, a polícia também vai investigar a hipótese levantada por testemunhas de que o casal pode ter provocado o desequilíbrio da embarcação sem querer ao sentar de um só lado.

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