DENNY CESARE/CÓDIGO 19
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PCC financiou campanha de vereador eleito, diz Ministério Público

Segundo promotores, suspeita de que dinheiro do tráfico financiou candidato ainda está sendo investigada, por isso não seriam fornecidos mais detalhes

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

20 Outubro 2016 | 16h57

SOROCABA - A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) financiou a campanha de um vereador eleito na região de Campinas, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo. O eleito é de uma das quatro cidades da região que foram alvos da Operação Tormenta, desencadeada em conjunto com a Polícia Militar e Corregedoria da Polícia Civil, e que resultou na prisão de dez pessoas nesta quarta-feira, 19. Os suspeitos integrariam o PCC e uma organização parceira da facção.

De acordo com os promotores do Gaeco, a suspeita de que o dinheiro do tráfico financiou o candidato eleito ainda está sendo investigada, por isso não seriam fornecidos mais detalhes sobre o caso. O nome e o partido do vereador eleito não foram divulgados. Segundo o Ministério Público, a Justiça Eleitoral será informada após a conclusão das investigações.

Na região, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão em Campinas, Sumaré, Itapira e Paulínia. Seis pessoas foram presas, entre elas um suspeito de exercer posto de liderança no PCC. Dois suspeitos foram mortos pela Polícia Militar ao reagir à prisão em Paulínia. Outras quatro pessoas foram presas na Grande São Paulo, entre elas o investigador da Polícia Civil Bruno Luiz Soares Figueiredo, acusado de liderar a organização parceira do PCC, e sua mulher. Eles estavam prontos para fugir para o exterior. A operação seria realizada nesta sexta-feira, 21, mas foi antecipada por causa do vazamento da ação. 

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